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Crise Europeia

Ira dos agricultores toma Bruxelas com tratores, batatas e confronto policial

Ira dos agricultores toma Bruxelas com tratores, batatas e confronto policial - Rio de Janeiro, Brasil
JR Vital dez. 18, 2025 | Atualizado jan. 28, 2026

A revolta dos agricultores voltou a ocupar Bruxelas nesta quinta-feira (18). Com tratores nas ruas e episódios de tensão, manifestantes lançaram batatas contra a polícia, que respondeu com canhões de água. O alvo do protesto é o corte de recursos da Política Agrícola Comum (PAC) e o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

Segundo os organizadores, cerca de 10 mil agricultores bloquearam o centro da capital europeia com centenas de tratores, exigindo que a Comissão Europeia recue no plano de reduzir em 20% os fundos da PAC no próximo marco financeiro plurianual.

PAC enxugada e “concorrência desleal”

MUNDO

Análise & Contexto

Cerca de 10 mil produtores protestam contra corte de 20% da PAC e acordo com o Mercosul, que consideram ameaça direta à sobrevivência do setor

Os agricultores afirmam que o corte proposto nos recursos da PAC é letal para a viabilidade do setor. Também criticam duramente o acordo com o Mercosul, que, segundo eles, criará um cenário de “concorrência desleal” com produtos agrícolas importados.

Esse ponto ganhou peso extra porque líderes da UE devem avançar no fim de semana para permitir que a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, assine o acordo em Iguaçu, no Brasil, encerrando negociações que se arrastam há mais de duas décadas.

Tratores, bloqueios e tensão

Desde as primeiras horas do dia, centenas de tratores bloquearam vias centrais e acessos rodoviários a Bruxelas. A manifestação principal começou por volta do meio-dia, cercando áreas próximas ao Parlamento Europeu.

Pouco depois, houve momentos de confronto. Manifestantes arremessaram batatas contra tropas de choque que protegiam os prédios institucionais. A polícia respondeu com canhões de água para dispersar o grupo.

Barricadas também foram erguidas em diferentes pontos do centro da cidade. A previsão é que a mobilização se estenda até o início da tarde.

Presença espanhola e críticas à pressa

Entre os manifestantes estão cerca de 500 agricultores espanhóis, ligados às organizações COAG, Asaja e UPA. O líder da COAG, Miguel Padilla, criticou a velocidade das negociações em Bruxelas.

“Estão indo rápido demais”, afirmou em mensagem divulgada durante o protesto, referindo-se tanto ao corte da PAC quanto ao acordo com o Mercosul.

Operação policial em alerta

As forças de segurança permaneceram em alerta máximo ao longo do dia diante do volume de tratores e da possibilidade de novos confrontos. Até o início da tarde, não havia indicação oficial de encerramento da mobilização.

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