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Arquivos Epstein: Mensagens de Steve Bannon citam Jair Bolsonaro

JR Vital
JR Vital jan. 30, 2026

A divulgação massiva de mais de 3 milhões de páginas dos arquivos de Jeffrey Epstein, autorizada pelo governo de Donald Trump nesta sexta-feira (30), revelou que a influência da extrema-direita global nas eleições brasileiras de 2018 foi debatida no círculo íntimo do bilionário e de seu aliado, Steve Bannon. Em mensagens datadas de outubro de 2018, Bannon afirmou a necessidade de “manter a coisa do Jair [Bolsonaro] nos bastidores”, revelando uma atuação coordenada e propositalmente oculta para evitar que sua associação direta com o então candidato do PSL gerasse desgaste político.

Bolsonaro como “divisor de águas” e o boné MBGA

As mensagens, trocadas entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2018, mostram um Epstein entusiasmado com a ascensão de Bolsonaro, a quem classificou como um “divisor de águas” (game changer). Em um dos trechos, Epstein elogia o potencial econômico do Brasil (PIB de US$ 1,8 trilhão) e a postura anti-imigração do candidato.

O interlocutor, que os investigadores apontam ser o próprio Epstein, chega a sugerir a criação de um boné “MBGA” (Make Brazil Great Again), em clara alusão ao slogan de Donald Trump. Bannon, por sua vez, confirmou sua proximidade com a campanha: “Eu sou muito, muito próximo desses caras — eles me querem como conselheiro”.

MUNDO

Análise & Contexto

Nova leva de documentos liberada pelo Departamento de Justiça dos EUA traz diálogos de 2018 entre o estrategista da ultradireita e o bilionário Jeffrey Epstein. Bannon admitiu proximidade com o clã Bolsonaro e discutiu estratégias para influenciar a eleição brasileira fora do radar público.

A estratégia da “Massa Crítica” e o controle regional

Os diálogos expõem uma visão geopolítica cínica, onde a América do Sul é tratada como um tabuleiro de apostas de alto risco. Bannon e seu interlocutor discutem a importância de controlar o Brasil como parte de uma estratégia de “massa crítica” para a direita global. “Se você controla o Brasil e 25 países na Europa, isso é vantagem”, escreveu o estrategista. No Diário Carioca, compreendemos que essa revelação confirma que a campanha de 2018 não foi apenas um fenômeno doméstico, mas parte de uma engrenagem internacional que utilizava figuras controversas como Epstein para validar acessos e logísticas de poder.

O elo com Eduardo Bolsonaro e o risco à imagem

Os arquivos também contextualizam os encontros já conhecidos entre Eduardo Bolsonaro e Bannon em Nova York, reforçando que o estrategista era visto pelo clã como um mentor contra o “marxismo cultural”. A preocupação de Bannon em agir “nos bastidores” decorria de sua própria percepção de que sua imagem era radioativa, preferindo que os resultados falassem por si sem que ele precisasse ser defendido publicamente. Essa tática de invisibilidade permitiu que a consultoria internacional operasse sem o escrutínio imediato da justiça eleitoral brasileira na época.

Impacto das revelações no cenário de 2026

A liberação desses documentos ocorre em um momento em que Bolsonaro já se encontra preso na Papudinha e Donald Trump enfrenta acusações severas de abuso sexual dentro do mesmo lote de arquivos. Para o Diário Carioca, o ressurgimento dessas mensagens em 2026 serve como um lembrete das alianças espúrias que moldaram a política brasileira na última década. O envolvimento de um criminoso sexual condenado como Epstein em discussões estratégicas sobre o destino do Brasil levanta questões profundas sobre a ética e as reais motivações por trás dos movimentos de “libertação nacional” pregados pela extrema-direita.

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