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Sabrina Sato nua na Sapucaí? Rainha do Carnaval brasileiro surge com o look mais ousado de toda sua temporada

Em corset de Whitaker Malem, musa subverte o conceito de nudez na Sapucaí ao transformar a pele em manifesto futurista.

JR Vital
JR Vital fev. 16, 2026 | Atualizado fev. 17, 2026

O Carnaval de 2026 testemunha o que talvez seja a fronteira final da moda de avenida. Sabrina Sato, em sua segunda e mais impactante troca de roupa da noite, surgiu com uma criação que simula a nudez completa, mas que, sob um olhar atento, revela-se uma obra-prima de engenharia têxtil e couro moldado. Desenvolvido pela lendária dupla britânica Whitaker Malem — nomes por trás das armaduras cinematográficas de Mulher-Maravilha e Batman —, o corset “nude” não é uma peça de vestuário, mas uma segunda pele estrutural que redefine a anatomia de Sabrina como uma mitologia contemporânea.

Diário Carioca Carnaval
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
Sabrina Sato - Foto: Gabriela Schmidt
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A nudez como construção técnica

A audácia do look reside na técnica da “segunda pele”. Whitaker e Malem, discípulos do rigor de Alexander McQueen, criaram recortes que não apenas expõem, mas redesenham a silhueta da apresentadora. A ilusão de corpo nu é quebrada por volumes circulares em vermelho vibrante no busto, uma provocação gráfica que remete à arte pop e ao surrealismo. Não há aqui o “ficar nua” pelo simples voyeurismo; há uma ocupação política do corpo, onde a nudez é uma armadura de alta densidade intelectual e estética, protegida por ombrueiras de spikes e metais futuristas.

Da ficção científica ao asfalto da Sapucaí

A escolha de colaboradores que vestiram heroínas do cinema não é casual. Sabrina Sato, ao longo dos anos, construiu uma persona que transcende o papel de “rainha de bateria” para se tornar uma entidade da cultura visual global. O headpiece de Jean Baptiste Santens, com suas pontas metálicas e verticalidade agressiva, dialoga com o cabelo vermelho encarnado, criando um eixo cromático de tensão. É o cyber-glam em sua máxima potência: a pele glossy e os cristais aplicados no rosto sugerem um ser humano que já se fundiu à tecnologia e ao brilho, uma evolução da espécie carnavalesca.

O poder da imagem na era da hiper-exposição

No Diário Carioca, analisamos este visual como o ápice da estratégia de imagem de Sabrina e seu stylist, Pedro Sales. Ao simular a nudez através de uma peça de museu viva, Sabrina desarma as críticas conservadoras com o peso da alta-costura internacional. Ela não está nua para o público; ela está revestida de arte. A produção, capturada pela lente de Gabriela Schmidt, projeta a Sapucaí para além do samba, fixando o Carnaval do Rio como o epicentro mundial da inovação em design corporal. Sabrina Sato não apenas desfila; ela dita a nova ordem estética do espetáculo.

CARNAVAL

Análise & Contexto

Em corset de Whitaker Malem, musa subverte o conceito de nudez na Sapucaí ao transformar a pele em manifesto futurista.

Takeaways:

  • A nudez simulada é utilizada como ferramenta de empoderamento e vanguarda artística.
  • A colaboração com designers de Hollywood eleva o Carnaval ao patamar do figurino cinematográfico de luxo.
  • O contraste entre o tom de pele e o vermelho vibrante simboliza a união entre vulnerabilidade e força.
  • A imagem de Sabrina consolida o Carnaval brasileiro como plataforma de inovação para a alta-costura global.

Fatos-chave:

  • Whitaker Malem: dupla britânica responsável pelo corset customizado.
  • Alexander McQueen e Hussein Chalayan: referências históricas da dupla de designers.
  • 2 volumes circulares vermelhos quebram a neutralidade do tom de pele no busto.
  • Jean Baptiste Santens: autor do headpiece com pontas metálicas dramáticas.
  • 2026: ano em que Sabrina atinge o ápice do experimentalismo fashion na avenida.

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