Enquanto a avenida ferve com o gigantismo das alegorias, o Camarote N1 serviu de palco para uma das propostas mais sofisticadas deste Carnaval de 2026. Maria Braz, em seu segundo ano como musa do espaço, optou por uma ruptura com o óbvio. Ao escolher uma peça da coleção Fall 25 da designer grega Di Petsa — expoente máxima do conceito wet-look e da feminilidade mística —, a comunicadora e o stylist Leandro Porto trazem para o Rio de Janeiro uma discussão sobre a moda como performance e o corpo como suporte de texturas etéreas.
A estética da transparência e a rendição ao branco
O vestido branco, marca registrada da estética de Di Petsa, evoca a imagem de divindades emergindo das águas, um contraste poético com o calor intenso do Sambódromo. A peça utiliza as rendas e a inspiração na lingerie não como fetiche, mas como uma exploração da vulnerabilidade e da força feminina. O lenço rendado na cabeça adiciona uma camada de sobriedade e herança mediterrânea, elevando o look de “fantasia” para “alta moda”. No Diário Carioca, lemos essa escolha como um movimento de amadurecimento estético da presença das influenciadoras no Carnaval.
O ponto de ruptura: A dramaticidade do vermelho
Se o corpo é leveza em branco e renda, a base e o olhar de Maria Braz trazem a tensão necessária para a noite carioca. A plataforma vermelha com fitas trançadas até o topo da perna ancora o visual na sensualidade, enquanto a beleza assinada por Leandro Rodaluge utiliza o vermelho nos olhos para conferir uma aura dramática e quase transcendental. É o equilíbrio entre o clássico e o subversivo, transformando a musa em uma figura magnética que não precisa de plumas para dominar a atenção.
O Carnaval como vitrine de coleções futuras
A presença de um look recém-saído das passarelas de 2025 reafirma que o Camarote N1 se consolidou como um hub de exportação de tendências. Maria Braz utiliza sua plataforma para validar o Carnaval como um evento de prestígio global, onde a moda de vanguarda encontra o ritmo popular. Em um cenário de 2026, onde a imagem digital dita o ritmo do consumo, a aposta em designers independentes de luxo como Di Petsa sinaliza um novo caminho para as musas: a curadoria intelectual da própria imagem.
Análise & Contexto
Takeaways:
- A escolha de Di Petsa sinaliza a conexão do Carnaval carioca com a vanguarda da moda londrina.
- O minimalismo conceitual desafia a hegemonia do excesso nas áreas vips da Sapucaí.
- O contraste entre o branco etéreo e o vermelho dramático constrói uma narrativa de poder visual.
- Maria Braz consolida-se como uma ponte entre a moda de passarela e o entretenimento popular.
Fatos-chave:
- 2º ano consecutivo de Maria Braz como musa do Camarote N1.
- Di Petsa Fall 25: a coleção de passarela escolhida para o segundo dia de desfiles.
- Leandro Porto: o stylist por trás da curadoria de imagem da comunicadora.
- Vermelho: a cor escolhida para a plataforma trançada e para a maquiagem dos olhos.
- 16 de fevereiro: a data da aparição de Maria Braz no Sambódromo em 2026.











