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Pierrot Chora

Perseguida e injustiçada, Acadêmicos de Niterói é rebaixada em julgamento com viés político

Punida por homenagear Lula, escola de Niterói vira alvo de jurados e expõe a decadência moral do Carnaval carioca.

JR Vital
JR Vital fev. 18, 2026

O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói no Carnaval 2026 não é apenas um resultado matemático; é o desfecho de um processo de perseguição ideológica que mancha a história da Marquês de Sapucaí. Ao escolher o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola ousou pautar a trajetória do maior líder popular do país e a resistência contra a ditadura, mas foi recebida com a frieza de um júri que parece ter julgado a biografia do homenageado em vez da plástica do desfile. A queda para a Série Ouro, após uma ascensão meteórica, envia um recado perigoso: no atual cenário do Rio de Janeiro, a política de inclusão e o combate à fome são temas que o conservadorismo da Cidade do Samba tenta silenciar sob o manto de “falhas técnicas”.

O Medo do Vermelho na Avenida

Desde o anúncio do enredo, a Acadêmicos de Niterói foi cercada por um clima de hostilidade. O desfile, que contou com um samba-enredo de autoria de ícones como Teresa Cristina e Arlindinho, foi uma aula de história e sensibilidade social. Ao narrar a migração de Dona Lindu e a ascensão do operário que mudou a face do Brasil, a escola tocou em feridas que a elite carioca prefere manter fechadas. A presença de um palhaço representando o ex-presidente Jair Bolsonaro e as referências a nomes como Zuzu Angel e Rubens Paiva transformaram o Sambódromo em um território de disputa de narrativa — uma disputa que os jurados trataram de encerrar com notas baixas e avaliações desproporcionais aos quesitos apresentados.

A Decadência de um Julgamento Viciado

A pontuação irrisória recebida pela agremiação em todos os nove quesitos expõe a fragilidade do sistema de avaliação. Como explicar que um samba que fez a Sapucaí entoar “o amor venceu o medo” tenha sido punido com raríssimas notas máximas? O rebaixamento da Niterói reflete a decadência do Carnaval do Rio de Janeiro, que se afasta cada vez mais de sua essência popular e crítica para se tornar um espetáculo higienizado e amedrontado por pressões externas. A escola retorna à Série Ouro em 2027 com o peso de uma injustiça histórica, mas com a certeza de que sua “derrota” nas notas foi, na verdade, uma vitória da coragem e da verdade social no asfalto.

Takeaways:

CARNAVAL

Análise & Contexto

Punida por homenagear Lula, escola de Niterói vira alvo de jurados e expõe a decadência moral do Carnaval carioca.
  • Ocupação do espaço público com narrativas de resistência e justiça social.
  • Crítica à instrumentalização técnica do júri para punir enredos progressistas.
  • Reconhecimento do papel da cultura como ferramenta de memória contra a ditadura.
  • A urgência de democratizar os critérios de julgamento no Grupo Especial.

Fatos-chave:

  • Agremiação: Acadêmicos de Niterói (Rebaixada para a Série Ouro).
  • Enredo: Homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva e Dona Lindu.
  • Compositores: Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital e Arlindinho.
  • Referências: Combate à fome, soberania nacional e resistência à ditadura (Zuzu Angel, Henfil).
  • Data: 18 de fevereiro de 2026.

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