quinta-feira, fevereiro 19, 2026
26 C
Rio de Janeiro
InícioRio de JaneiroSTM mantém prisão de militares por furto de picanha no Rio

STM mantém prisão de militares por furto de picanha no Rio

Tribunal rejeita recursos de oficial e cabo condenados por desviar R$ 22 mil em carnes nobres usando cargos de confiança.

JR Vital
JR Vital fev. 18, 2026

O Superior Tribunal Militar (STM) deu um recado claro sobre a ética na caserna ao manter, nesta quinta-feira (12), a condenação de dois militares que transformaram o rancho do 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) em entreposto particular. A decisão ratifica as penas de cinco anos e quatro meses para um aspirante e três anos para um cabo, ambos acusados de peculato-furto. O crime, ocorrido na Vila Militar, zona oeste do Rio de Janeiro, envolveu o desvio de mais de R$ 22 mil em cortes de picanha, contrafilé e alcatra. Mais do que um furto de mantimentos, o caso expõe a ferida da coação dentro da tropa, com subordinados sendo ameaçados para facilitar o transporte da carga até a comunidade da Vila Kennedy.

A Função Pública como Chave para o Crime

O acórdão do STM sublinha que o aspirante da Infantaria não agiu como um civil comum, mas utilizou a prerrogativa de Oficial de Dia — o chefe da guarnição de serviço armado — para abrir as portas da câmara frigorífica sem levantar suspeitas. Aproveitando-se do silêncio da noite, os condenados esvaziaram o frigorífico e lotaram veículos particulares com 36 caixas de carnes nobres. A Justiça Militar não aceitou a tese de furto qualificado, mantendo a tipificação de peculato-furto, justamente porque a facilidade de acesso ao bem público foi garantida pela “qualidade de militar”, um agravante que reforça a quebra de confiança inerente ao cargo ocupado.

Coação e a Decadência Ética no Batalhão

O processo revela detalhes sórdidos da estrutura hierárquica sendo usada para fins criminosos. Um soldado foi coagido sob ameaça de “sofrer baixa” do Exército para dirigir um dos veículos com a carga roubada até um depósito de bebidas. Na manhã seguinte, o aspirante teria voltado a pressionar praças para omitirem informações do Inquérito Policial Militar (IPM). Ao rejeitar as preliminares das defesas — que tentavam nulidade por falta de acordos de não persecução penal — o STM validou o conjunto probatório robusto. No atual cenário de segurança do Rio, a condenação serve como um freio moral contra o uso de quartéis para alimentar mercados informais e comunidades sob domínio de grupos armados.

Takeaways:

RIO DE JANEIRO

Análise & Contexto

A decisão do STM reforça a integridade das instituições militares ao punir o desvio de patrimônio público. O caso evidencia a gravidade do uso da hierarquia para coagir subordinados em atividades criminosas, marcando uma postura rigorosa contra a corrupção e o peculato dentro das Forças Armadas.
  • Manutenção de penas severas para oficiais que abusam da função hierárquica.
  • Reconhecimento do peculato-furto como crime contra a administração militar e a moralidade.
  • Denúncia do uso de veículos particulares e coação de soldados no transporte de carga roubada.
  • Rejeição de manobras jurídicas (ANPP) para abrandar punições em crimes militares graves.

Fatos-chave:

  • Órgão: Superior Tribunal Militar (STM).
  • Condenados: Um aspirante da Infantaria (5 anos e 4 meses) e um cabo (3 anos).
  • Crime: Peculato-furto (Art. 303, § 2º, do CPM).
  • Valor do Desvio: R$ 22.328,82 em carnes (picanha, contrafilé, alcatra).
  • Local: 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Vila Militar/RJ).
  • Destino da Carga: Depósito de bebidas na Vila Kennedy.

RECOMENDADO
Parimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_online

Mais Notícias

Mais Lidas