Sexo em público no Ibirapuera gera medo e revolta

Frequentadores denunciam prática ilegal e clima de insegurança no parque
4 de abril de 2025
Leia em 2 minutos
Imagem de camisinhas jogadas no chão do parque (crédito: Michel Friedhofer - Ibirapuera.org)
Imagem de camisinhas jogadas no chão do parque (crédito: Michel Friedhofer - Ibirapuera.org)

São Paulo – A presença de grupos que praticam sexo em público no Parque Ibirapuera, em São Paulo, tem causado desconforto e insegurança entre os frequentadores.

Desde 2023, relatos sobre essas cenas aumentaram, principalmente na área do bambuzal, onde o número de episódios preocupa quem busca lazer ou tranquilidade no espaço.

Usuários do parque relatam que grupos organizados nas redes sociais vêm praticando o chamado “dogging”, expressão usada para descrever relações sexuais em locais abertos, com ou sem plateia. A prática é considerada crime segundo o artigo 233 do Código Penal, mas, até agora, nenhum caso foi oficialmente denunciado.


Clima de insegurança entre os visitantes

Diversas pessoas que frequentam o local relatam medo e constrangimento. Além das cenas explícitas, algumas se sentem observadas enquanto circulam pelo parque, o que agrava o clima de insegurança.

“Começaram a surgir pessoas dizendo que isso era ‘cultura’ ou ‘tradição’ do Parque Ibirapuera. Falando que ‘todo mundo sabe que à noite rola esse tipo de coisa lá’, como se a culpa fosse nossa de ter sido assediado”, relatou uma frequentadora, sob anonimato.


O que é o “dogging”?

O termo dogging surgiu no Reino Unido e define encontros sexuais em locais públicos. No Brasil, tem se espalhado por meio de fóruns e grupos online, onde usuários marcam encontros. No caso do Parque Ibirapuera, o ponto mais citado é o bambuzal, que oferece cobertura natural e pouca iluminação.


Código Penal criminaliza a prática

De acordo com a legislação brasileira, praticar atos obscenos em locais públicos é crime. O artigo 233 prevê pena de três meses a um ano de detenção, além de multa.

Contudo, os registros oficiais não refletem a dimensão do problema. Em 2023, o parque teve 219 boletins de ocorrência, a maioria por furto. Nenhum dos casos envolveu denúncia por ato obsceno.


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Falta de denúncias preocupa

A ausência de registros sobre esse tipo de crime levanta dúvidas sobre a eficácia do monitoramento e da segurança no parque. Moradores e visitantes alegam que o constrangimento ou o medo de represálias pode dificultar que as vítimas procurem ajuda.


Entenda o que está acontecendo no Parque Ibirapuera

Resumo em tópicos sobre sexo em público no Ibirapuera

  • Cresce o número de relatos de sexo em público no Parque Ibirapuera desde 2023
  • Prática conhecida como dogging é organizada por meio de redes sociais
  • Frequentadores denunciam sentimento de insegurança e constrangimento
  • Local mais citado é o bambuzal, pela baixa iluminação e isolamento
  • Código Penal prevê pena de até um ano de prisão e multa para atos obscenos
  • Nenhuma denúncia formal sobre os casos foi registrada até o momento

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