Rodella é afastado da GCM após denúncia de agressão

Ex-mulher acusa comandante de São Paulo de violência física e psicológica; secretaria confirma afastamento
4 de abril de 2025
Leia em 2 minutos
Ex-mulher do comandante Eliazer Rodella afirma que foi vítima de violência física e psicológica – Reprodução/Redes Sociais
Ex-mulher do comandante Eliazer Rodella afirma que foi vítima de violência física e psicológica – Reprodução/Redes Sociais

São Paulo – O comandante da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo, Eliazer Rodella, foi afastado do cargo após sua ex-mulher, Samara Rocha Bragantini, acusá-lo de violência doméstica e psicológica. A denúncia inclui relatos de agressões físicas, inclusive durante a gestação do segundo filho do casal.

A Secretaria de Segurança Urbana confirmou o afastamento imediato e anunciou a abertura de um processo na corregedoria para apurar os fatos. Se as acusações forem confirmadas, Rodella poderá ser exonerado.


Relatos de agressão e omissão de denúncias

Samara Bragantini, advogada, relatou os episódios de violência em entrevista à Folha de S. Paulo e no canal Histórias de Divórcios, no YouTube. Segundo ela, as agressões começaram ainda no início do relacionamento, que teve início em 2002.

Durante a gravidez, no oitavo mês, Samara diz ter sido espancada e socorrida por uma vizinha. Em outra ocasião, antes da gestação, teria levado cotoveladas no rosto. Apesar das agressões, Samara não registrou boletins de ocorrência nem ingressou com processo judicial na época.


Filha presenciou agressão e confirmou versão

Gabrielle Moranggo, filha de Eliazer Rodella, presenciou um dos episódios de violência contra a madrasta. Na época com 12 anos, ela relata que pediu ao pai que parasse de bater. “Ele pegou ela pelo braço, bateu no rosto dela, foi bem complicado”, declarou à Folha.

Ela também afirma se lembrar de episódios de violência contra sua própria mãe. “Acordei com barulho de chinelada e minha mãe pedindo para ele parar”, disse.


Samara relata medo e dificuldade para sair da relação

Samara explica que o medo e a condição psicológica a impediram de deixar o casamento mais cedo. “A carga era muito pesada”, declarou. Ela também revelou que os filhos estavam doentes e que não tinha estrutura emocional para agir naquele momento.

O divórcio ocorreu apenas em 2019, após ela fugir do ex-marido. Mesmo hoje, ela não pretende processá-lo. “A violência psicológica é a pior”, afirmou.


Exposição do caso e apoio a outras mulheres

A advogada afirmou que decidiu tornar o caso público para ajudar outras mulheres em situação semelhante. “Não adianta você falar não. Não é tão simples assim”, explicou.

Ela ainda relata que sofreu sintomas de abstinência emocional após deixar a relação. Só depois de iniciar a terapia, conseguiu se reerguer.


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Perfil de Eliazer Rodella na GCM

Eliazer Rodella, 56 anos, entrou para a GCM em 1988. Em 1998, assumiu o posto de inspetor de agrupamento e, em 2016, foi promovido a inspetor superintendente.

Formado em direito e com mestrado em Cidades Inteligentes e Sustentáveis pela Uninove, Rodella tomou posse como comandante da GCM em 16 de janeiro de 2025. Durante a cerimônia, elogiou a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A Secretaria de Segurança Urbana emitiu nota confirmando o afastamento e a abertura de processo interno. Rodella e a GCM não responderam aos pedidos de entrevista da Folha.


Entenda o caso: Afastamento de Eliazer Rodella após denúncias

  • Eliazer Rodella, comandante da GCM de SP, foi afastado após denúncias de agressão
  • A ex-mulher, Samara Rocha Bragantini, relatou episódios de violência física e psicológica
  • As agressões teriam ocorrido inclusive durante a gestação
  • A filha do comandante confirmou as agressões à madrasta e à própria mãe
  • Samara afirmou que não registrou boletins por medo e instabilidade emocional
  • Um processo disciplinar foi aberto para investigar os relatos
  • Caso confirmadas, as denúncias podem levar à exoneração do comandante

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