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Deputado exige convocação de ex-ministros de Bolsonaro por elos com o Banco Master

Requerimento de Rogério Correia expõe teia entre o alto escalão bolsonarista e instituição liquidada pelo Banco Central

JR Vital
JR Vital fev. 19, 2026

A conexão Planalto-Master

A investigação sobre as fraudes sistêmicas no INSS ganhou um novo e explosivo contorno nesta quinta-feira. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou requerimentos que miram diretamente o coração do governo anterior. O alvo são três ex-ministros de Jair Bolsonaro, cujas trajetórias pós-governo se cruzaram com o Banco Pleno (antigo Banco Voiter), braço financeiro do conglomerado liderado por Daniel Vorcaro e liquidado ontem pelo Banco Central.

A ofensiva parlamentar busca desvendar como figuras que detinham as chaves do orçamento social e da articulação política migraram para postos estratégicos em uma instituição agora sob intervenção. A suspeita é de que o Banco Pleno tenha se beneficiado de informações privilegiadas e trânsito político para operar no lucrativo mercado de crédito consignado e fundos de previdência.

Ministros sob suspeita

Entre os convocados, destaca-se Flávia Carolina Peres, ex-chefe da Secretaria de Governo e peça central na articulação com o Congresso. Casada com Augusto Lima, ex-CEO do Banco Pleno, Flávia ocupava assento no Conselho de Administração da instituição. Para a CPMI, a sua presença no banco não era meramente técnica, mas um ativo político para o conglomerado de Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero.

Não menos grave é a situação de Ronaldo Vieira Bento. Ex-ministro da Cidadania — pasta que geriu o Auxílio Brasil durante o frenesi eleitoral de 2022 — Bento assumiu cargo na Diretoria Executiva do Banco Pleno logo após deixar o governo. Sua atuação no mercado de crédito consignado para servidores e fundos de pensão municipais é vista por investigadores como o elo final de uma cadeia de influência que pode ter drenado recursos públicos.

POLíTICA

Análise & Contexto

Requerimento de Rogério Correia expõe teia entre o alto escalão bolsonarista e instituição liquidada pelo Banco Central

A quebra do sigilo

Além das convocações, Rogério Correia solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Pleno S.A. A medida visa rastrear o fluxo financeiro que alimentou a relação entre o poder público e o setor privado durante a transição de governo. João Roma, presidente do PL na Bahia e também ex-ministro, completa o trio de alvos, citado por manter conexões políticas estreitas com agentes vinculados ao esquema Master.

“Não estamos falando de coincidências, mas de um método de aparelhamento do sistema financeiro por agentes políticos”, afirmou Correia. O Diário Carioca segue acompanhando os desdobramentos de uma CPMI que promete expor como a “máquina” do governo Bolsonaro foi colocada a serviço de interesses privados, ignorando a ética pública e o respeito aos cofres da previdência.

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