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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados recebeu nesta quarta-feira (4) a argumentação da defesa do presidente Michel Temer contra a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR). O documento foi protocolado pelo advogado Eduardo Carnelós, que contestou as acusações contra Temer pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.
O advogado afirmou que a denúncia é absurda e baseada em provas forjadas. Carnelós acusou o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter a intenção de destituir Temer da Presidência.

“É uma das mais absurdas acusações de que se tem notícia na história do Brasil. Trata-se de uma peça absolutamente armada, baseada em provas forjadas, feitas com o objetivo claro e até indisfarçado de depor o Presidente da República, constituindo, portanto, uma tentativa de golpe.”
O advogado de Temer disse ainda que a denúncia é toda amparada na palavra de delatores que fizeram um grande negócio atendendo os interesses do então procurador-geral da República.
De acordo com a denúncia, Temer teria participado de um suposto esquema de corrupção ao lado de integrantes do grupo chamado “PMDB da Câmara”, formado por Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Segundo Janot, juntos, eles praticavam ações ilícitas em troca de propina através de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Temer seria o líder da organização criminosa desde maio de 2016.
Na acusação que trata sobre obstrução de Justiça, Janot afirma que o presidente teria atuado para comprar o silencio do doleiro Lúcio Funaro, que operava o suposto esquema.
Pouco antes da entrega da defesa de Temer, os advogados dos ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha também apresentaram na CCJ as respectivas argumentações contrarias a denúncia.
Reportagem, João Paulo Machado

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