Rio de Janeiro – Os beneficiários da Golden Cross têm 60 dias para migrar para outro plano de saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a medida após constatar irregularidades econômico-financeiras na operadora. A decisão garante uma portabilidade especial, permitindo a troca sem necessidade de cumprir novos prazos de carência.
A ANS justificou a determinação alegando que a Golden Cross apresenta sérias fragilidades administrativas e financeiras, comprometendo o atendimento aos clientes. Em janeiro, o órgão já havia impedido a empresa de comercializar novos planos e exigido a venda da carteira de clientes. A operadora recorreu da decisão, mas o pedido foi negado.
Impacto para os beneficiários
A Golden Cross notificou seus clientes por e-mail sobre a necessidade de buscar uma nova operadora dentro do prazo estabelecido. Atualmente, a empresa possui 217,7 mil beneficiários em planos médico-hospitalares e 115,2 mil em coberturas odontológicas.
Para garantir a continuidade da assistência sem interrupção, a ANS orienta que os segurados utilizem a portabilidade especial, buscando planos equivalentes oferecidos por outras operadoras.
Decisão da ANS e recusa de recurso
A fiscalização da ANS identificou indícios de riscos financeiros na Golden Cross, levando à proibição da comercialização de novos contratos e à obrigação de venda da carteira. A empresa contestou a medida, mas teve o recurso rejeitado.
Com a manutenção da decisão, os clientes devem migrar para outra operadora dentro do prazo estipulado para evitar a perda de cobertura.
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Entenda o caso: a situação da Golden Cross
- Irregularidades financeiras: A ANS identificou riscos econômico-financeiros na Golden Cross.
- Suspensão de novas adesões: Desde janeiro, a empresa está impedida de vender novos planos.
- Determinação de portabilidade: Beneficiários podem mudar de operadora sem perder carência.
- Recurso negado: A empresa contestou a decisão, mas a ANS manteve a determinação.