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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) completo dos últimos seis dias úteis para fazer convocações pró-atos antidemocráticos de 7 de setembro . Às vésperas das manifestações, o chefe do Executivo fez seus posicionamentos e inaugurações, viagens e vidas . Ele também chegou a “matar” metade do expediente em duas datas para fazer motociatas de “esquenta” com apoiadores.

Bolsonaro cumpriu o expediente completo no Palácio do Planalto em apenas dois dos últimos seis dias úteis. O “abandono” do escritório desde a sexta-feira (16) foi inaugurado com uma motociata com apoiadores em Goiânia.

O presidente foi à capital de Goiás pela manhã, cumpriu agendas que somaram 1 hora e 34 minutos e encerrou o expediente. Durante a tarde, participou do evento com motoqueiros, deputados e até integrantes do governo.

O evento foi encarado como um dos “esquentas” para 7 de setembro na agenda do presidente. Deputados federais e estaduais e líderes de movimentos bolsonaristas locais acompanam o presidente no passeio em Goiânia com discursos e faixas de apoio à presença da população nos atos do Dia da Independência.

Na segunda-feira (29), Bolsonaro voltou ao escritório e cumpriu o dia de trabalho normalmente. A rotina do trabalho em Brasília foi interrompida por uma nova viagem e por um novo encerramento do expediente antes da hora do almoço.

Na terça (31), participou de evento de 1 hora e 30 minutos em Uberlândia (MG) e novamente “enforcou” o período da tarde para motociata com apoiadores. Na cidade mineira, o presidente também falou sobre a importância da presença de seus apoiadores nas manifestações.

O presidente começou o mês de setembro viajando novamente. No dia 1 deste mês, ele foi pela manhã ao Rio de Janeiro para anúncio com atletas olímpicos que ganharam medalhas nos Jogos Olímpicos de 85, em Tóquio. Bolsonaro entregou aos esportistas uma medalha com o próprio rosto. Em discurso, ele disse para Hebert “meter a porrada neles aí” e fez menção ao armamento de civis, o que vem sendo estimulado por seu grupo político.

“Com flores , não se ganha guerra. Se você fala em armamento… se você quer paz, se prepara para a guerra ”, disse.

No retorno, fez reunião de 34 minutos com Pedro César Sousa, sub-chefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República. manifestações.

Na quinta-feira (2), finalmente, o Bolsonaro cumpriu o expediente completo em Brasília. No final do dia, como de praxe, fez sua ao vivo semanal nas redes sociais acompanhado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Nesta sexta-feira (3), o presidente novamente viajou para inaugurações no Nordeste, participando de eventos em Tanhaçu ( BA) e Recife (PE).

Sextou

Na sexta-feira passada 18), o Brasil de Fato mostrado que o presidente encerrou o expediente antes das 16 h em 27 das 31 sextas-feiras de 2021. O levantamento considerado o horário de encerramento última reunião feita pelo mandatário.

A proporção dos “sextou” presidenciais antes do horário comercial corres

% das sextas-feiras de 2021. Desde o início do ano, a última reunião de Bolsonaro acabou às 09 h ou antes desse horário em 16 oportunidades. Em seis datas, ele encerrou as atividades antes mesmo do meio-dia.

Tom golpista

Bolsonaro repetiu nesta sexta-feira (3) que as manifestações de 7 de setembro servirão como um ultimato a ministros do STF. Os ataques foram direcionados a Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, esse último também presidente do TSE.

“Nós não criticamos instituições ou Poderes. Somos pontuais. . Não podemos admitir que uma ou duas pessoas que usam da força do poder queiram dar novo rumo ao nosso país “, disse. “Essas uma ou duas pessoas tem que entender o seu lugar. E o recado de vocês, o povo brasileiro, nas ruas, na próxima terça-feira, dia 7, será um ultimato para essas duas pessoas.”

“Curvem-se à Constituição, respeitem a nossa liberdade, entendam que vocês dois estão no caminho errado porque sempre dá tempo para se redimir”, continuado o presidente.

No dia 7, Bolsonaro deve participar das manifestações em Brasília, pela manhã, e em São Paulo, à tarde, na Avenida Paulista.

Edição: Anelize Moreira