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sexta-feira, outubro 7, 2022

Feira Rio Antigo recebe Lavradio Musical e Literário

A tradicional Feira Rio Antigo, Patrimônio Imaterial Cultural do Estado do Rio, realizada todos os sábados, das 10h às 19h, na Rua do Lavradio

Hilton Copacabana terá programação especial em outubro

Com o letreiro na cor rosa, em alusão à campanha de conscientização sobre o câncer de mama, o Hilton Rio de Janeiro Copacabana terá boas opções de gastronomia e entretenimento durante o mês de outubro. 

Michael Rodrigues e Daniella Rosas chegam as quartas de final do EDP Vissla Pro Ericeira

O brasileiro Michael Rodrigues e a peruana Daniella Rosas, já estão nas quartas de final do EDP Vissla Pro Ericeira em Portugal
InícioBrasil"Foi um golpe ao índio, à população e pelo lítio", denuncia Evo Morales

“Foi um golpe ao índio, à população e pelo lítio”, denuncia Evo Morales

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afastado por um golpe de Estado no final de 2019, participou na manhã deste sábado (4) do programa Fórum Onze e Meia para falar sobre o golpe de Estado que sofreu no final de 2019.

O líder popular boliviano relembrou que desde que seu partido político, Movimento para o Socialismo-Instrumento Político pela Soberania dos Povos (MAS-IPSP), foi eleito, houve sucessivas tentativas de golpe da direita à democracia do país, todas elas com “mãos dos Estados Unidos por trás”.

“Os últimos movimentos não são diferentes de outros golpes de direita e fascistas insuflados pelos Estados Unidos. Na verdade, o golpe foi contra um outro modelo econômico da Bolívia sem FMI, sem capital estrangeiro, que mostrou que outra Bolívia é possível. Essa independência foi uma afronta ao imperialismo”, explica o ex-presidente.

Morales enfatiza que “foi um golpe ao índio, à população e pelo lítio”, ao explicar que o governo estadunidense “nunca perdoou” o fato de o governo boliviano ter definido uma política econômica de produção autônoma e independente em torno da exploração das jazidas da matéria prima para as baterias de equipamentos eletrônicos e veículos elétricos. O país possui a maior área do mineral do mundo.

:: As multinacionais, o valioso lítio da Bolívia e a urgência de um golpe ::

Morales afirmou que a renúncia à presidência e a posterior saída da Bolívia foi uma medida de proteção ao povo boliviano, uma vez que as forças golpistas da polícia militar, forças armadas e extrema direita, apoiadas pelos Estados Unidos, ameaçavam “derramar sangue”. 

“Até o momento das eleições não havia irmão e irmã que tivesse sido baleado. Para mim, o direito à vida está acima de tudo. Mas a partir do dia seguinte das eleições aumentou a violência e começaram a aparecer os casos de mortes a bala, quando 35 pessoas foram assassinadas nas ruas. Houve uma conversa entre as lideranças politicas do governo e do partido para que de fato renunciasse, deixasse o país para tentar conter a violência da extrema direita”. 

Após narrar os episódios que se seguiram para que conseguisse sair do país, o ex-presidente conta que atualmente, as pesquisas indicam que se houvesse eleições hoje o MAS-IPSP teria mais de 50% dos votos. Ele considera que a população que apoiou o golpe já se arrependeu e que há incertezas sobre os próximos dias, já que com a epidemia do novo coronavírus, as eleições, marcadas para 3 de maio, foram canceladas. 

“Esperamos que os políticos no poder tenham consideração pela população e tentem cuidar da sua saúde e necessidades. Tenho certeza que o partido vai voltar ao governo e vamos voltar a implementar políticas que priorizam o povo, os índios, os trabalhadores, contra o poder imperialista”, reafirma Morales.

Edição: Mauro Ramos


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