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Divulgação HBO

O documentário Agente do Caos, dividido em dois episódios, que conta com direção de Alex Gibney, estreia amanhã, 29 de setembro, às 20h, na HBO e na HBO GO. Já a segunda parte será exibida na quarta-feira, no mesmo horário.

Resultado das investigações sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial norte-americana de 2016, a produção traz imagens inéditas das fábricas de trolls russas e vídeos encontrados na deep web do país.

Agente do Caos investiga planos sofisticados contra a democracia dos Estados Unidos, que colocam a opinião pública em alerta às vésperas de novas eleições presidenciais em novembro, e também mostra que esses “agentes” não eram só russos. Entre eles também estavam personagens importantes do país que, por corrupção ou interesses, apoiaram os objetivos de Vladimir Putin, tendo o povo norte-americano como alvo. Gibney mergulha no complexo labirinto da guerra da internet, mapeando de modo claro e profundo essa rede de traições e intervenções nas últimas eleições dos EUA. Apresenta também a vulnerabilidade do país e de seu processo eleitoral, chegando a uma conclusão assustadora sobre as possibilidades reais de que tudo isso se repita.

Abordando temas que não haviam sido documentados antes e trazendo depoimentos de pessoas que agora aceitaram falar, Agente do Caos inclui entrevistas com o promotor do FBI Andrew Weissmann, o ex-vice-diretor do FBI Andrew McCabe, o ex-diretor da CIA John Brennan, o assessor da campanha de Trump Carter Page, o sócio de Trump Felix Sater, a editora-chefe da agência estatal de notícias russa Margarita Simonyan, a diretora sênior do Conselho Nacional de Segurança dos EUA Celeste Wallander, e a investigadora do caso cibernético Camille François, que explicou como a Agência de Pesquisa pela Internet russa (IRA, na sigla em inglês) tentou enfraquecer as instituições democráticas nos Estados Unidos e instalar o caos explorando as divisões existentes por meio de redes sociais como Facebook, Twitter, Reddit e Instagram.

Aliás, algumas das revelações apresentadas foram confirmadas pelo relatório da investigação bipartidária realizada pela Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos em 18 de agosto de 2020.

Além disso, o documentário exibe um amplo relato das comunicações secretas de Paul Manafort [chefe da campanha de Donald Trump em 2016] com a Rússia durante a campanha feita pelo homem que o derrubou: o promotor-chefe da equipe de Robert Mueller no FBI, Andrew Weissmann. Segundo o relatório do Senado, as ações de Manafort representaram “uma grave ameaça de contrainteligência que criou oportunidades para a Inteligência russa exercer influência na campanha de Trump”.

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