22.3 C
Rio de Janeiro
sexta-feira, novembro 20, 2020
- Publicidade -

Apagão no Amapá: diretores da Aneel e ONS são afastados das cargas por 30 dias

- Publicidade -

Nesta quinta-feira (17), o O juiz federal João Bosco decidiu pelo afastamento imediato da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e também do Operador Nacional do Sistema (ONS) por um período de 19 dias ou até que sejam concluídas as investigações sobre o apagão do Amapá .

A decisão atende a uma ação popular protocolada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede / AP). O afastamento dos diretores busca garantir ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Polícia Federal (PF) uma maior isenção e eficácia na apuração dos fatos que ocasionaram o apagão no dia 3 de novembro

Leia mais: O que o apagão do Amapá diz sobre a privatização do setor elétrico no Brasil

De acordo com os relatórios do governo federal, os órgãos que fiscalizam o setor elétrico sabiam da condição dos equipamentos e dos riscos de um apagão no estado do Amapá.

A informação dá conta de que documentos do Ministério de Minas e Energia, do ONS e da Aneel constatam que a subestação Macapá operava no limite da capacidade há cerca de dois anos.

Leia também: Apagão no Amapá: chega transformador, mas população segue em rodízio de energia

Em seu Twitter , o senador Randolfe Rodrigues disse “essa medida é mais do que necessária para que seja feita a justiça com todo o sofrimento que os amapaenses estão tendo”.

ATENÇÃO!

O juiz federal Dr. João Bosco acabou de acatar nossa petição na Justiça Federal do AP e decidiu pelo afastamento da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e também da diretoria do ONS até q sejam concluídas as investigações.

pic.twitter.com/E3sm3FRsHk

– Randolfe Rodrigues 🇧🇷 (@randolfeap) Novembro 18, 2020

Linha do tempo do apagão do Amapá

– No dia 3 de novembro, um incêndio não transformador 1 da Subestação de Macapá causou um apagão em 13 dos 13 municípios do estado.

– O transformador era operado pela empresa Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), concessionária da Eletronorte pertencente à holding Gemini Energy, responsável pelo fornecimento de energia no estado.

– Com a queima no transformados, o abastecimento de água também foi interrompido, assim como diversos serviços que dependiam de energia. Como não era possível usar cartão houve aglomeração para sacar dinheiro em caixas eletrônicos e em supermercados para comprar velas

– O caos completo durou quatro dias seguidos, até que medidas paliativas tornem a promover um retorno parcial e gradual da energia.

– Como a LMTE operava no limite da capacidade – segundo documentos do governo federal – e não havia outro transformador de reserva, a solução emergencial foi levar um transformador de Laranjal do Jari para uma capital. O equipamento está em fase de montagem no município.

– A substituição do transformador foi dificultada por limitações de transporte na região amazônica. O tempo de viagem para levar o equipamento de Laranjal do Jari para Macapá foi de 30 horas.

Desde o dia 7 , a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) opera em sistema de rodízio na capital, Macapá, e em mais 13 cidades afetadas pelo apagão.

– Na última segunda-feira (16), chegou a Macapá 37 geradores termelétricos de Manaus para garantir o abastecimento provisório.

– A situação voltou a se complicar na noite da terça-feira (16) , quando o Amapá sofreu um

novo apagão total com um desligamento da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, que está fornecendo parte do abastecimento ao estado.

Edição: Leandro Melito

1329463699824906244

- Publicidade -

Veja Também

- Publicidade -

Últimas Notícias

Boletim Carioca

Assine nossa Newsletter e receba as últimas notícias e ofertas de nossos parceiros em seu email

- Publicidade -