A semana de 15 de fevereiro começou com novas informações sobre a vacinação contra a covid-19 na América Latina, uma das regiões mais afetadas pelo novo coronavírus.

O México deu início, nessa segunda-feira (15), à vacinação massiva contra a covid-19. O início da vacinação foi anunciado pelo presidente Andrés Manuel López Obrador no último domingo (14). Com a importação de 870 mil doses da vacina da Oxford/AstraZeneca produzidas na Índia, esta primeira etapa da campanha priorizará a população acima de 60 anos nos municípios mexicanos mais pobres.

Já na Colômbia, o presidente Iván Duque anunciou a chegada das primeiras 50 mil doses da vacina contra a covid-19, produzidas pela BioNTech-Pfizer. Segundo a declaração oficial do mandatário, espera-se que mais 1,6 milhão vacinas dessa empresa farmacêutica cheguem ao território colombiano nas próximas três semanas, provenientes da Bélgica.

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O México aguarda também novas remessas de vacinas produzidas pela Pfizer, que retomará o envio nesta terça-feira (16). As doses da BioNTech-Pfizer deveriam ter chegado ao país norte-americano em 19 de janeiro, mas o envio foi interrompido por problemas na cadeia global de abastecimento da empresa.

No ranking da vacinação, o Chile é o país latino-americano que lidera a campanha massiva contra a covid-19 na região, com mais de 112 mil doses administradas até esta data.

Até meados de janeiro, a Argentina liderava a vacinação no continente, mas foi ultrapassada pelo país vizinho no último mês.

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Casos de corrupção

A chegada da vacina contra o novo coronavírus a países da região nem sempre significa boas notícias para a população em geral. No último final de semana, confirmou-se a suspeita da vacinação secreta do ex-presidente peruano Martín Vizcarra e outros funcionários de alto escalão de seu então governo em outubro do ano passado.

O escândalo levou à renúncia da ministra de Saúde, Pilar Mazzetti, e da ministra de Relações Exteriores do país, Elizabeth Astete, beneficiadas em segredo pelas “vacinas de cortesia” enviadas pelo laboratório chinês Sinopharm no marco do contrato entre os países, destinadas a profissionais de saúde.

No Equador, o ministro da Saúde, Juan Carlos Zevallos, têm sido questionado pelo Congresso do país por ter destinado doses da vacina procedentes de um hospital público a um asilo privado em Quito, onde se encontram familiares do integrante do governo, entre eles, sua mãe.

Diante do escândalo, desde o final de janeiro, a Defensoria do Povo têm exigido a renúncia de Zevallos por falta de transparência e conflito de interesses na gestão pública das vacinas contra a covid-19.

*Com informações da teleSUR.

Edição: Luiza Mançano

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