A Venezuela recebeu mais um lote de 50 mil doses da vacina russa Sputnik V contra a covid-19, nesta quarta-feira (15). O governo venezuelano contratou 10 milhões de doses e com esse novo carregamento, o país dota de 700 mil doses entre as fórmulas russa e a chinesa Sinopharm.

Também foram enviadas 1 milhão de amostras do Favipiravir, medicamento russo usado no tratamento contra o novo coronavírus, que será adicionado ao protocolo de atenção aos pacientes venezuelanos. 

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Nesta semana, também começou a ser distribuído nos postos de saúde e farmácias, o Carvativir, medicamento venezuelano, à base de tomilho, usado para o tratamento de doentes com o novo coronavírus.

A Venezuela atravessa a segunda onda da pandemia, enquanto avança na campanha de vacinação com grupos prioritários: profissionais da saúde, militares, políticos, professores e idosos. Até o momento, 99 mil foram vacinados. 

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Nas últimas 24h, o país registrou 1.122 novos contagios e 19 falecidos, somando um total de 178 mil infectados e 1.834 óbitos, segundo dados oficiais.

Cientistas venezuelanos questionam que pode haver subnotificação de três a cinco vezes dos números reais, já que se realiza uma média de 3 mil exames PCR diariamente. 

O governo espera receber o primeiro lote de vacinas do consórcio Covax em junho e oferece trocar petróleo por medicamentos para encontrar outros fornecedores. 

Nos próximos meses, o país também passará a produzir a vacina cubana Abdala para abastecer um banco de vacinas dos países da Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América (Alba-TCP).

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