“Tudo faz sentido, mas é mera coincidência” em única apresentação na Arena Carioca Abelardo Barbosa Chacrinha

Redacao
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Traçando um paralelo com o conceito da hermenêutica imaginal do filósofo Henry Corbin, que pressupõe não a “realidade”, mas a “realidade para mim”, Os Ciclomáticos Companhia de Teatro apresentam “Tudo faz sentido, mas é mera coincidência” na Arena Carioca Abelardo Barbosa Chacrinha no dia 01 de julho.

Abordando a relação das pessoas com as tecnologias, a montagem questiona a adequação de convívio entre ambas e sua influência nas relações interpessoais, a trama evidencia a conexão virtual e seu impacto na sociedade apresentando uma família supostamente feliz que vai se desfazendo aos poucos, analisando através das vivências com as redes sociais, as fake news e o cyberbullyng, dentre outros aspectos digitais, como conviver com a internet sem que ela seja o mote de condução da vida.

“Tudo faz sentido, mas é mera coincidência” aborda a conexão virtual e seu impacto na sociedade apresentando uma família supostamente feliz que vai se desfazendo aos poucos, questionando através das vivências com as redes sociais, as fake news e o cyberbullyng, dentre outros aspectos digitais, como conviver com a internet sem que ela seja o mote de condução da vida.

“Abordamos a contradição que é ver personagens conectados o tempo inteiro nas redes sociais e com a mídia, mas com as relações interpessoais se desfazendo. Então, falamos da existência da incomunicabilidade e desta excessiva narrativa narcisista do eu, onde temos que fazer com que tudo seja postado e visualizado o tempo todo. Esta é a reflexão do espetáculo, que coloca o dedo na ferida das consequências que este excesso de exposição e julgamento virtual pode trazer a curto e longo prazo. Que mundo queremos? Claro que queremos nos comunicar, mas será que não estamos sendo engolidos por esta tecnologia e esta falsa sensação de comunicação e globalização?”, provoca Ribamar, diretor artístico e fundador da companhia.

A escolha do texto busca provocar o jovem de hoje, mas não apenas ele através do teatro contemporâneo, a performance e a interatividade. “A montagem deste texto traz a pulsação da companhia, que é buscar novas pesquisas e perspectivas artísticas, novos horizontes. O texto trata disso, de como estamos impregnados pela tecnologia e como podemos lidar com ela de forma saudável. O público pode esperar um espetáculo surpreendente. A companhia fechou a sua Trilogia do Feminino, a Trilogia da Brasilidade e estamos abrindo esta nova pesquisa que pode vir a ser A Trilogia da Tecnologia performática. Certamente, é um espetáculo muito diferente em nossa trajetória, isso é!”, promete o diretor.

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