Rita Benneditto traz sua potência para o caldeirão sonoro de Yamí, duo que une o violoncelo e experimentações do italiano Federico Puppi ao mar de percussões do baiano Marco Lobo no novo episódio da websérie dos artistas. A iniciativa é viabilizada por meio do edital #retomadacultural, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do RJ, através da Lei Aldir Blanc e está disponível para acesso de todos, inclusive com tradução em Libras.

A gravação aconteceu no lendário estúdio Toca do Bandido, onde Yamí recebeu Rita Benneditto. No episódio anterior, a convidada foi Fernanda Sant’anna e, no último, o artista camaronês Njamy Sitson. Mesclando a intensa energia de suas apresentações com a candura dos músicos em seus bate-papos, o projeto dá novo fôlego ao repertório do álbum homônimo lançado em 2019.

“Essa websérie musical em 4 capítulos é um formato que criamos para poder gravar a energia da performance, do ‘ao vivo’ e também poder mostrar um pouco do backstage, das ideias que estão por trás do YAMÍ. Aproveitar esse formato para poder mostrar o que num álbum ou num show não dá pra ver. No terceiro capítulo temos a nossa parceria Rita Benneditto junto com a gente. Com toda a energia que ela possui e toda força que ela representa em cena”, conta Lobo.

Uma ponte entre o passado e o presente, o ancestral e o moderno é o ponto de partida do disco “YAMÍ”, em um encontro que ultrapassa barreiras. O violoncelo elétrico de Federico Puppi se mescla à percussão orgânica de Marco Lobo, criando uma irresistível mistura que passa pela música brasileira, sons étnicos e aterrissa em beats. O resultado é um álbum plural com sete faixas, reunindo musicalidades diversas e parcerias. Yamí é um encontro de culturas e tempos diferentes, onde ancestralidade e futuro dançam juntos. 

Italiano radicado no Brasil, Federico Puppi é violoncelista e lançou os álbuns solo “Canto da Madeira” e “Marinheiro de Terra Firme”. Como produtor, trabalhou ao lado de Maria Gadú no disco “Guelã”, indicado ao Grammy Latino, entre outros nomes da cena brasileira. 

Já Lobo é um dos grandes nomes da percussão no Brasil, com três álbuns solo e tendo trabalhado com artistas importantes, tais como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Virginia Rodrigues, Lenine, João Bosco, Ivan Lins e Marisa Monte. Além disso, ele tem desenvolvido projetos com músicos de todo o mundo, como o baterista Billy Cobham e o trio Elf, e ainda participa do grupo World Percussion Ensemble. A percussão de Lobo em Yamí inclui, além dos atabaques, instrumentos do folclore brasileiro como berimbau, gungas e tambor onça, além de pads eletrônicos  e outros instrumentos experimentais como hang drum, tubos e sucatas. 

Essa potência de batuque se encontra com Rita Benneditto. Artista polivalente, ela é conhecida por trabalhos como “Tecnomacumba”, onde explora a versatilidade de seu caminho na música que já foi coroado com uma indicação ao Grammy, com o Prêmio da Música Brasileira, entre outros reconhecimentos. A discografia de Rita Benneditto possui oito álbuns e da rica troca com Puppi e Lobo ao longo de sua turnê “Som e Fúria”, onde atuaram como instrumentistas, Rita desenvolveu uma sintonia com o projeto que ganhou forma ao compor “Yamí”, faixa que ela interpreta. 

“Fiz a canção conduzida pela força da emoção ao ver no palco esses dois queridos e talentosos amigos. Fui arrebatada em cheio pela magia que eles emanavam tocando numa grande festa na Ilha da Gigóia. A melodia e a letra de Yamí fluíram como os ventos que sopravam naquela noite. Quando percebi, ela estava pronta dentro de mim”, relembra ela.

A série de pocket shows está disponível no canal dos músicos no YouTube: http://bit.ly/YamiYouTube 

Assista ao episódio: https://youtu.be/kYCv1muuqXY 

Equipe de jornalistas e colaboradores do jornal Diário Carioca. Profissionais de comunicação que trazem as informações mais importantes do Brasil e do Mundo

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