Poucas vezes a Academia de Hollywood foi tão correta em sua premiação. Na verdade, os acertos do Oscar começaram bem antes do anúncio dos premiados. Desde as indicações que deparamo-nos com uma seleção muito bem escolhida para figurar na lista dos indicados. Os nove selecionados são ótimos filmes.
Nas semanas que antecederam a noite da entrega dos prêmios, a coluna CINE VISTO fez uma análise de cada um dos filmes indicados ao prêmio de Melhor Filme. Perceba que todos os filmes foram classificados a partir de três estrelas, isso que dizer que todos estão na média ou acima. Não considerei nenhum filme abaixo da média.
Deixo claro, aqui, que a qualidade das indicações não significa que alguma outra produção estivesse impedida de ter sido indicada. Pelo contrário acho que filmes como “Rush – No Limite da Emoção” ou “Azul É a Cor Mais Quente” poderiam figurar entre os indicados, mas isso não tira os méritos daqueles que lá estavam.
“12 Anos de Escravidão” acabou levando o prêmio máximo. Considero bastante justo. É o mais completo na relação entre roteiro, produção, elenco e direção. No “no conjunto da obra” acaba superando os demais concorrentes.
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O bacana da premiação é que o Melhor Filme não foi o mais premiado. Nos últimos anos isso aconteceu muito pouco (acredito que teria sido para evitar discussões). E o ótimo “Gravidade” acabou sendo o mais premiado: levou 7 estatuetas para casa, incluindo a de Melhor Diretor, para Alfonso Cuarón.
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Outro fato importante é que apenas 4 filmes dentre os nove indicados levaram prêmios: “12 Anos de Escravidão” (Filme, Roteiro Adaptado e Atriz Coadjuvante), “Gravidade” (Diretor, Efeitos Visuais, Mixagem de Som, Edição de Som, Fotografia, Montagem e Trilha Sonora), “Clube de Compras Dallas” (Ator e Ator Coadjuvante) e “Ela” (Roteiro Original).
Talvez a disputa mais acirrada fosse para o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. E Lupita Nyong’o venceu o duelo contra Jennifer Lawrence, de Trapaça.
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O filme, aliás, acabou saindo de mãos abanando, mesmo tendo sido indicado em 10 categorias. Nada mais justo, já que o filme é o mais superestimado entre os selecionados. Não que o filme não seja bom, mas não deveria ter sido colocado como favorito a vários prêmios. Pareceu ser o maior derrotado da noite, mas apenas não teria como tirar os prêmios daqueles que levaram.
Agora é torcer para que o ano de 2014 revele grandes produções a fim de termos uma lista tão boa ou melhor do que a deste ano, para o ano de 2015.
Fiquem com a apresentação vencedora da canção Let It Go, do filme Frozen, interpretada por Idina Menzel. Até semana que vem!