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Feira Rio Antigo recebe Lavradio Musical e Literário

A tradicional Feira Rio Antigo, Patrimônio Imaterial Cultural do Estado do Rio, realizada todos os sábados, das 10h às 19h, na Rua do Lavradio

Hilton Copacabana terá programação especial em outubro

Com o letreiro na cor rosa, em alusão à campanha de conscientização sobre o câncer de mama, o Hilton Rio de Janeiro Copacabana terá boas opções de gastronomia e entretenimento durante o mês de outubro. 

Michael Rodrigues e Daniella Rosas chegam as quartas de final do EDP Vissla Pro Ericeira

O brasileiro Michael Rodrigues e a peruana Daniella Rosas, já estão nas quartas de final do EDP Vissla Pro Ericeira em Portugal
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Cuba defende erradicação de armas nucleares e fim dos bloqueios econômicos na Assembleia da ONU

O ministro de Assuntos Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, discursou no segundo dia de debates da 77ª Assembleia Geral da ONU e, novamente, usou a tribuna para fazer claras críticas ao sistema capitalista em crise. Em 20 minutos de intervenção, denunciou o aumento da fome, desemprego e miséria em todo o planeta a partir da emergência da covid-19.

“A humanidade nunca teve um potencial científico-técnico tão formidável, nem essa extraordinária capacidade de geração de riqueza e bem-estar e, no entanto, nunca antes o mundo foi tão desigual”, denunciou.

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Rodríguez também advogou pela paz e criticou a corrida armamentista entre as potências econômicas mundiais.”Nada justifica que a humanidade siga estando ameaçada pela existência de quase 13 mil armas nucleares. Defendemos a universalidade do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares”, defendeu o chanceler cubano um dia após o presidente Vladimir Putin ameaçar com o uso de armas nucleares na guerra contra Ucrânia. 

O chanceler, no entanto, condenou as sanções unilaterais contra Rússia. E criticou as medidas coercitivas unilaterais como forma de desestabilização contra outros países da América Latina, como Venezuela e Nicarágua.

“A filosofia da guerra e da extorsão e os irracionais padrões de produção e consumo do capitalismo levam à hecatombe”, adicionou.

Por fim, Bruno Rodríguez voltou a condenar o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. “Durante mais de seis décadas resistimos a um bloqueio econômico, comercial e financeiro unilateral, recrudescido ao extremo a níveis sem precedentes desde 2019 e durante a pandemia”.

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Há 30 anos, os representantes da ilha apresentam ao plenário da ONU um relatório sobre os danos causados pelo bloqueio econômico.

No documento apresentado no ano passado, o governo cubano denunciou um prejuízo acumulado, desde 1961, de US$ 147,8 bilhões (R$ 765 bilhões). Há dois meses, a administração Biden se comprometeu a voltar a emitir uma cota anual de 20 mil vistos a cubanos que queiram visitar os EUA na sua embaixada de Havana.

No entanto, na última semana, o Escritório de Aduanas e Proteção Fronteiriça dos Estados Unidos publicou uma nova normativa estabelecendo que turistas europeus e cubanos residentes no exterior que visitem a ilha devem ter um visto para ingressar no território estadunidense. 

O turismo é a principal atividade econômica de Cuba. Após reabertura da fronteira, durante os primeiros sete meses do ano, as atividades ligadas ao setor aumentaram cerca de 600% em 2022, com um total de 1,2 milhão de viajantes, a maioria vinda dos EUA, Espanha, Alemanha, França e Itália.

“O presidente dos EUA deveria ser consequente com Cuba a respeito do que ele reclama na ONU hoje sobre a soberania e a integridade dos Estados, incluindo os menores, a liberdade de navegação e as diferenças política. Deve terminar o bloqueio econômico”, disse Rodríguez. 

El Pdte de EEUU debería ser consecuente frente a #Cuba con el respeto que hoy reclama en la ONU para la soberanía y la integridad de los Estados, incluyendo los pequeños, la libertad de navegación y las diferencias políticas. Debe poner fin al bloqueo económico.#MejorSinBloqueo

— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) September 21, 2022 A Organização das Nações Unidas (ONU) já votou 29 vezes a resolução que condena o embargo e exige seu levantamento imediato. No entanto, a Casa Branca mantém a decisão unilateral. 

Apesar de prometer retomar os diálogos e a diplomacia com Cuba, o governo Biden manteve as 243 medidas coercitivas impostas pelo seu antecessor, Donald Trump, e, em maio, voltou a incluir a ilha socialista na lista de países que contribuem com o terrorismo. 

“Até os funcionários do governo estadunidense não sabem porque Cuba foi incluída nesta lista”, disse Carlos Fernández de Cossío, vice-ministro de Assuntos Exteriores. 

Edição: Arturo Hartmann


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