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Foto: Reprodução/Globo
Foto: Reprodução/Globo

A estreia do Big Brother Brasil aconteceu a menos de 10 dias e o reality show já tem chamado atenção e levantado debates importantes nas redes sociais. A relação dos participantes Gabriel e Bruna Griphao está se mostrando abusiva e fez até com que o apresentador Tadeu Schmidt, em uma conduta preventiva, chamasse a atenção deles. “Vocês estão percebendo que tem alguma coisa errada? Estou aqui para fazer um alerta antes que seja tarde”, disse o apresentador. A atriz já teve suas falas interrompidas e ao brincar que era “o homem da relação”, ouviu o rapaz dizer que daria cotoveladas nela, e recebeu um puxão no braço, entre outras coisas.
 

Fora das telas, o pesadelo das mulheres também existe, especialmente quando falamos sobre mercado de trabalho: segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ambiente de trabalho é um dos mais hostis e propícios a má conduta, como o assédio sexual às mulheres, mais do que festas, baladas e bares. Um levantamento feito pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) mostra que o Brasil registrou um crescimento de 21% nos processos por assédio sexual no ambiente de trabalho em 2021 – comparado ao ano de 2020. Histórias de mulheres que, muitas vezes, encontram somente no pedido de demissão a saída para se livrar desse tipo de abuso são mais comuns do que imaginamos.

É preciso reconhecer o mercado de trabalho como forte influência nas relações sociais e na construção de estruturas mais igualitárias, respeitosas e éticas. Nesse sentido, o Canal de Denúncias das empresas precisa servir como um termômetro para as lideranças em termos de inclusão das equipes.

Ao escolher implementar uma solução que transmite segurança e coloca a experiência das pessoas colaboradoras em primeiro lugar, a empresa mostra seriedade em relação à conduta no ambiente de trabalho e às demandas individuais das equipes. Essa é a base para uma estratégia forte de diversidade e inclusão.

CEO e co-fundadora da SafeSpace, uma plataforma de compliance para gestão de casos de má conduta nas empresas, Rafaela Frankenthal, destaca que, para conseguir combater o assédio no trabalho com efetividade, é importante que as empresas transmitam transparência e confiança aos colaboradores. Além disso, é preciso que RHs estejam mais preparados por meio de treinamentos, workshops e políticas internas que garantam a discussão de privilégios e estruturas que fomentam posturas inadequadas. “A maioria das organizações está totalmente de olhos vendados em relação aos problemas internos e não sabe o que está acontecendo até que a bomba explode”, diz.

Como identificar casos de assédio e má conduta em sua empresa?

O Canal de Denúncias funciona como um termômetro para que as áreas responsáveis por estabelecer boas práticas de governança corporativa façam o diagnóstico de pontos de atenção e direcionem uma atuação mais próxima. Mas alguns sinais, ações e atitudes, como os listados abaixo, podem ser consideradas assédio moral, seja no trabalho presencial, remoto ou híbrido. Ao identificar ou viver situações do tipo, é preciso procurar um meio de denunciar.

  • Mensagens fora do horário de trabalho;
  • Gritos, xingamentos e uso de palavreado ofensivo;
  • Reuniões com a equipe que excluem um ou mais profissionais;
  • Sonegação de informações que são essenciais ao funcionário;
  • Cobrança desmedida de produtividade;
  • Desmerecimento pelo profissional estar trabalhando de casa;
  • Críticas à aparência, ao ambiente da casa ou à presença de filhos;
  • Práticas de discriminação;
  • Ameaça de demissão.

Caso tenha interesse na pauta e/ou queira uma entrevista com a fonte sugerida, estou à disposição.

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Redacao

Equipe de jornalistas do Jornal DC - Diário Carioca

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