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Num dia marcado por tensões domésticas e externas, o dólar voltou a subir e ultrapassou a barreira de R $ 5, 20, com a maior alta mensal desde janeiro. A bolsa caiu mais de 3% hoje (30) e fechou julho com o pior desempenho em cinco meses.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira vendido a R $ 5, 20, com alta de R $ 0, 131 (+2, 57%). A cotação chegou a operar abaixo de R $ 5, 08 no fim da manhã, mas disparou à tarde, até encerrar perto da máxima do dia.

Com o desempenho de hoje, a divisa, que vinha de dois dias seguidos de queda, fechou julho com alta de 4, 76%. Essa foi a maior valorização mensal da moeda norte-americana desde janeiro, quando o dólar havia subido 5, 51%.

Na bolsa de valores, o pessimismo foi semelhante. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta sexta-feira aos 121. 801 pontos, com recuo de 3, 08%. O indicador operou em queda durante toda uma sessão. Em julho, o Ibovespa acumulou perda de 3, 94%, o pior desempenho desde fevereiro (-4, 94 %).

Inflação nos EUA

No plano internacional, uma divulgação de que a fornece em 10 meses nos Estados Unidos superou a meta de 2% nomeada pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) trouxe o pessimismo nos mercados de todo o planeta. Apesar de o Fed, na reunião da última quarta-feira (28), ter assegurado que os estímulos concedidos durante a pandemia não serão retirados tão cedo, os gastos dos consumidores norte-americanos em junho subiram mais que o esperado, desestimulando essa expectativa.

Além disso, as preocupações com o crescimento de casos de covid – 10 causado pela variante delta do novo coronavírus e com a desaceleração da economia chinesa ampliaram as tensões. O preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional), principalmente do minério de ferro, prejudicaram países emergentes, como o Brasil.

No mercado interno, conforme expectativas voltam-se para reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) na próxima semana. Desde março, o BC tem elevado a taxa Selic (juros básicos da economia) em 0, 75 ponto percentual a cada reunião, mas a alta do dólar e da informação no Brasil está aumentando as pressões para que o reajuste chegue a um ponto percentual. Além disso, a possibilidade de que o novo programa Bolsa Família seja bancado com recursos fora do teto de gastos provocou tensões nos investidores.

Com informações da agência Reuters

Agência Brasil

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