A Oi voltou a respirar no mercado financeiro nesta sexta-feira (14). A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu o decreto de falência da operadora e recolocou a companhia no regime de recuperação judicial, decisão que permitiu o retorno imediato das ações à B3.
A medida foi tomada pela desembargadora Mônica Maria Costa, em decisão monocrática, revertendo o entendimento anterior da 7ª Vara Empresarial. Logo após a reabilitação dos ativos, os investidores reagiram com forte movimento de compra.
Disparada na Bolsa
Com a notícia, os papéis da empresa tiveram alta expressiva:
- Ação ordinária (OIBR3): +16,7%, cotada a R$ 0,21
- Ação preferencial (OIBR4): +56,8%, chegando a R$ 3,81
O salto refletiu o alívio momentâneo sobre o risco de liquidação da companhia, que ainda possui grande valor estratégico na infraestrutura de telecomunicações do país.
Bancos contestaram falência
O recurso que reverteu a falência foi apresentado por Itaú e Bradesco, dois dos principais credores. As instituições argumentaram que a decisão que decretou a quebra havia sido precipitada e que a Oi ainda tinha condições de seguir com o plano de recuperação judicial aprovado.
Eles defenderam que a falência poderia trazer danos potenciais não apenas aos credores, mas também ao setor de telecomunicações e aos consumidores atendidos pela empresa.
Situação segue delicada
A suspensão não encerra o processo — apenas devolve a Oi ao status de recuperação judicial enquanto os novos recursos são analisados. A operadora continua enfrentando forte pressão financeira, disputas com credores e dificuldades operacionais, mas ganha tempo para tentar reorganizar o caixa e evitar a liquidação definitiva.

