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O recordista de medalhas do Brasil chegou na nona colocação na Medal Race deste domingo

Robert Scheidt finalizou a sétima participação olímpica na oitava colocação da classe Laser. Neste domingo, dia 1º, em Enoshima, o cinco vezes medalhista olímpico terminou a Medal Race em nono lugar. Aos 48 anos, mais uma vez Scheidt chegou à regata final como um dos candidatos à medalha e, assim como nos Jogos Rio 2016, por pouco não alcança o sexto pódio olímpico, que o colocaria como o maior vencedor do esporte olímpico nacional em Jogos.

Foto: Gaspar Nóbrega/COB

“Eu acho que agora estou meio frustrado, não velejei bem. É um orgulho representar meu país. É a sétima Olimpíada, guardo memórias de cada disputa, de cada conquista. Queria ter terminado com medalha, mas esporte é assim: se você não aproveita as oportunidades, outros aproveitam. Saio com a alma lavada, com a sensação de que fiz a melhor preparação que podia”, afirmou Scheidt.

No ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, a vela recebeu investimento direto do Governo Federal, via Bolsa Atleta, de R$ 5,7 milhões, suficientes para custear a concessão de 153 bolsas para praticantes da modalidade que se destacaram nos cenários de base, nacional e internacional

“Eu acho que agora estou meio frustrado, não velejei bem. É um orgulho representar meu país. É a sétima Olimpíada, guardo memórias de cada disputa, de cada conquista. Queria ter terminado com medalha, mas esporte é assim: se você não aproveita as oportunidades, outros aproveitam”

Robert Scheidt

A medalha de ouro ficou com o australiano Matt Wearn, a prata com o croata Tonci Stipanovic e o bronze para o norueguês Hermann Tomasgaard. “Quando comecei na vela nunca imaginei que chegaria em sete participações. Foi uma história linda, aproveito para agradecer minha família, COB, CBVela, fisioterapeutas, patrocinadores, meu técnico. Foi um trabalho de muitas pessoas para me colocar aqui com chances e a gente cumpriu. Esporte é assim, importante ter feito o melhor que podia”, agradeceu o velejador.

Matemática complexa

Scheidt entrou na Medal Race na sexta colocação e para chegar ao pódio precisava ganhar a regata e torcer para que seus adversários diretos tivessem mau desempenho. De toda forma, Scheidt mostrou que, aos 48 anos, segue sendo um atleta competitivo no cenário internacional. Ao todo, 35 velejadores participaram na classe Laser. Scheidt ficou nas seguintes posições nas dez regatas: 11ª, 10ª, 4ª, 3ª, 17ª, 5ª, 8ª, 12ª, 24ª (descarte), 16ª e 9º.

“Comecei bem, mas após o terceiro dia comecei a cometer erros não forçados. E cheguei hoje com alguma chance de medalha, mas precisando de uma matemática complexa. Não dá pra pensar em Paris (2024) agora. Na classe laser dificilmente vou continuar, é um barco que vai morar no meu coração para sempre. Vou seguir velejando porque é o que amo fazer, mas em termos olimpicos é difícil dizer”, encerrou.

Fonte: Comitê Olímpico do Brasil

Redação do Diário Carioca

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