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Nova Déli 2025: Brasil e China brigam pelo topo do quadro de medalhas do Mundial neste domingo, 5

O Brasil conquistou uma medalha de prata no oitavo dia de provas em Nova Déli, com Thiago Paulino, no arremesso de peso da classe F57 (que competem sentados)

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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Foto: CPB

O Brasil alcançou 38 pódios no Mundial de atletismo e chega para este domingo, 5, último dia da competição que acontece em Nova Déli, na Índia, na liderança do quadro de medalhas, à frente da China. A marca foi atingida com a conquista da prata de Thiago Paulino no arremesso de peso F57 (que competem sentados), neste sábado, 4.

O Brasil compete o restante das provas neste domingo podendo conseguir o título do Mundial da modalidade pela primeira vez na história. Os brasileiros conquistaram 12 ouros, 19 pratas e sete bronzes. São três medalhas douradas a mais que a China, segunda colocada com nove ouros, 18 pratas e 14 bronzes — 41 pódios no total. A Polônia é a terceira colocada, com oito ouros e 15 medalhas ao todo.

Até o momento, a melhor campanha brasileira em Mundiais aconteceu em Kobe 2024. No Japão, a Seleção Brasileira terminou na segunda posição do quadro geral de medalhas, somente atrás da China. Foram 42 pódios no total, sendo 19 medalhas de ouro, 12 de prata e 11 de bronze. Esta foi a campanha mais dourada do país na história dos mundiais.

Já no Mundial de Paris 2023 o Brasil teve seu melhor desempenho em total de pódios na história, com 47 medalhas ao todo, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes. Na ocasião, o país contou com sua maior delegação da história, com 54 atletas e 11 atletas-guia.

Brasileiros no sétimo dia de competições

Na final do arremesso de peso F57, o paulista Thiago Paulino teve 14,82m como melhor arremesso entre todas as tentativas e só foi superado pelo iraniano Yasin Khosravi, que fez 16,60m, cravando o novo recorde mundial da prova. Foi a melhor marca de Thiago na temporada.

É a terceira medalha de prata seguida do atleta de Orlândia (SP) nessa prova em Mundiais – foi também o segundo colocado em Paris 2023 e em Kobe 2024. É a sua sexta medalha na história da competição, sendo três ouros e três pratas.

“Esse ano foi muito difícil para mim. Eu tive uma lesão muito grave. Estou falando só agora para não parecer desculpa. Eu perdi meu pai esse ano – e dois dias depois eu consegui fazer o índice para o Mundial. Admito que foi a competição em que eu estava mais inseguro. […] Eu quero dedicar essa medalha para o meu pai, o Genésio. Eu sabia que tinha um trabalho para fazer e quis homenageá-lo com essa medalha. Estou cansado de ser prata. Já me dedico muito, mas vou fazer mais, sei que posso chegar [no ouro]. O iraniano mostrou de novo que dá para arremessar além de 16m. E, se ele pode, eu também posso. Quero voltar melhor e agradeço pela torcida”, disse Thiago Paulino.

Outro brasileiro que esteve envolvido em uma final nesta manhã foi o paulista Henrique Caetano. O velocista da classe T35 (paralisados cerebrais) fez o tempo de 11s75 e terminou na quarta colocação. O vencedor da disputa foi Artem Kalashian, dos Atletas Paralímpicos Neutros, que terminou a prova em 11s55.

O Brasil também teve representantes nas eliminatórias dos 100m T12 (deficiência visual) nesta manhã. A potiguar Clara Daniele, com 24s97, e a capixaba Lorraine Aguiar, com 25s69, avançaram para as semifinais da disputa com a segunda e a sétima melhores marcas.

Elas voltam a correr a partir das 9h32 (de Brasília) deste domingo, 5, em busca de uma vaga na final.

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JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.