O técnico Abel Braga foi apresentado pelo Internacional para comandar o clube nas duas rodadas finais do Brasileirão. Durante a coletiva de chegada, o treinador relatou uma conversa com André D’Alessandro, diretor do clube, e fez um comentário homofóbico ao mencionar uma fala que atribuiu a si mesmo sobre o uso de camisa rosa nos treinos.
Abel disse que advertiu D’Alessandro:
“Eu falei ‘pô, eu não quero a porra do meu time treinando de camisa rosa, parece time de ‘viado’”, ao relatar a conversa durante a coletiva.
Segundo o treinador, o diretor respondeu que já havia determinado a retirada da peça. A declaração homofóbica viralizou nas redes sociais e gerou críticas ao técnico e ao clube pela tolerância ao comentário.
Repercussão e Críticas
A declaração de Abel Braga surgiu em um contexto em que o futebol brasileiro tenta avançar em pautas sociais e combater a LGBTfobia nos estádios e nos bastidores. A fala do técnico foi rapidamente repreendida por torcedores e ativistas nas redes, que cobraram uma posição imediata do Internacional e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A polêmica coloca em xeque o discurso de inclusão e respeito da modalidade, expondo o preconceito que ainda persiste em ambientes tradicionais do esporte.





