Guerreira, Ruth Roberta de Souza buscava os mais difíceis rebotes para o Brasil. Foram anos e anos defendendo a Seleção Brasileira feminina com seu talento e garra como pivô. Nesta terça-feira, 13 de abril, o país perdeu a ex-atleta, de 52 anos, por complicações da Covid-19. Ruth estava internada desde o início do mês, chegou a apresentar um quadro de melhora, mas suas funções vitais pioraram nos últimos dias.

Ruth recebe de Fidel Castro a medalha de ouro no basquete após a final contra Cuba no Pan de 1991, em Havana. Foto: CBB


“Perdi uma amiga, com uma história de vida de muitos desafios, que jamais perdeu sua doçura e seu jeito humilde e eficiente na convivência em grupo. É um dia muito triste para mim. Ruth fazia parte da minha família e sempre foi recebida com carinho, como merecia. Espero que ela faça essa passagem com muita luz”, disse Magic Paula uma das estrelas da geração de ouro do basquete nacional e vice-presidente da Confederação Brasileira de Basketball.
“Infelizmente recebemos a notícia de que nossa grande amiga e companheira, a Ruth, se foi. Acompanhamos angustiadas as notícias sobre a saúde dela no nosso grupo das campeãs mundiais no WhatsApp. Acompanhamos passo a passo tudo que aconteceu, torcendo de longe para que ela segurasse essa onda. Mas não foi possível. O que temos a fazer é agradecer o que ela fez pelo basquete feminino. Ele nos ajudou muito a conquistar o título mundial. O basquete está triste”, completou Hortência.
“Espirituosa, era uma pessoa que contagiava positivamente o ambiente em que estava. Só posso deixar aqui as boas recordações que tenho. E é com essa memória dela, sorriso lindo, inigualável, que queremos deixá-la registrada em nossa mente. Meus sentimentos a cada um dos familiares. E que a Rutão, como a gente carinhosamente a chamava, esteja sempre em nossos corações”, afirmou Helen Luz, armadora da geração campeã do mundo e Embaixadora dos Jogos Escolares Brasileiros 2021.
Nascida em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, onde também estava internada, Ruth foi campeã dos Jogos Pan-Americanos de 1991, em Havana, além de campeã Mundial pelo Brasil em 1994. Disputou os Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, na Espanha, a primeira edição da Seleção feminina. Dentro e fora de quadra, deixa a marca de uma combatente sorridente, que contagiava qualquer uma que estivesse ao seu lado.
Após encerrar a carreira no basquete, Ruth passou a ser técnica na sua cidade, onde seguia encantando com o seu carisma. Recentemente, participou de uma reunião com todas as jogadoras campeãs mundiais de 1994, num evento no interior de São Paulo, antes da pandemia da Covid-19.

Fonte: Confederação Brasileira de Basquete

Equipe de jornalistas e colaboradores do jornal Diário Carioca. Profissionais de comunicação que trazem as informações mais importantes do Brasil e do Mundo