De uma capital olímpica para a outra. O Cristo Redentor, uma das sete maravilhas do mundo moderno, vestiu-se, na noite desta quarta-feira (14.04), com uma camisa do Time Brasil, como é chamada a delegação do país que disputa os Jogos Olímpicos.

A iniciativa, promovida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), marcou a contagem regressiva de 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e também visou mostrar como o esporte pode inspirar o país na luta contra a Covid-19.

Foto: Comitê Olímpico do Brasil

A ação do COB também contempla a doação, através do Programa Transforma, de 1.000 cestas básicas para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, que apoia cerca de 60 projetos sociais na cidade. O Transforma é o programa de promoção dos valores olímpicos do COB.
“Não existe momento mais propício para relembrarmos a importância da saúde e de uma vida mais saudável através da prática esportiva. Não é um dia para celebrar, em respeito a todos os brasileiros que perderam suas vidas, mas é um dia para exercitarmos a solidariedade e a esperança de que dias melhores virão. Não tenho dúvidas de que os Jogos Olímpicos poderão ser um símbolo do início do recomeço”, disse Paulo Wanderley, presidente do COB.
A projeção começou exatamente às 18h45 e apresentou a marca do Comitê Olímpico do Brasil, uma representação do uniforme da delegação e as palavras disciplina, respeito, foco, superação, determinação e coragem, sobre campos, piscinas, tatames e quadras. A exibição se encerrou, como não poderia deixar de ser, quando o relógio marcava simbólicos 20h20. Dali a 100 dias, em 23 de julho, a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos será realizada na capital japonesa.
“O Brasil, nos últimos anos, recebeu os grandes eventos mundiais e o Cristo Redentor sempre esteve presente no cenário desses acontecimentos. Por isso, a parceria institucional com o Comitê Olímpico Brasileiro potencializa as grandes iniciativas ligadas ao esporte em âmbito nacional e nos ajuda a dar visibilidade, a partir da colina do Corcovado, às inúmeras ações sociais e de solidariedade que também provém da dimensão lúdica e desportiva. Alegra-nos muito poder contar com a generosa doação oriunda por parte do COB. Que o Redentor abençoe os nossos atletas e possa retribuir com numerosas bênçãos e conquistas o esforço de cada dia em torno do bem, do esporte e da solidariedade”, afirma Padre Omar, Reitor do Santuário Cristo Redentor e sacerdote da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
“O país e o mundo passam por um momento muito difícil e eu tenho a convicção de que o esporte pode nos ajudar a sairmos dessa melhores do que entramos. Respeito, superação e determinação, algumas das palavras que projetamos hoje e que estão presentes no dia a dia dos atletas, devem ser valorizados nesse momento”, disse Rogério Sampaio, diretor geral do COB e campeão olímpico de judô em Barcelona 1992. “Entramos na reta final de preparação para os Jogos de Tóquio e estamos focados na preparação da delegação brasileira, mas a grande disputa que o mundo inteiro está travando é contra a Covid”, completou Rogério Sampaio.

Foto: Comitê Olímpico do Brasil

100 dias
A projeção no Cristo Redentor foi o encerramento de um dia recheado de emoção e de esperança. O Canal Olímpico abriu as ações do marco com um programa especial, direto do Centro de Treinamento do COB, que contou com a presença de grandes nomes do esporte como Aline Silva (wrestling), Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Flávia Saraiva (ginástica artísticas), Mayra Aguiar (judô) e Silvana Lima (surfe).
Ainda durante a atração, que teve cerca de uma hora de duração, dirigentes do COB falaram sobre o planejamento esportivo da entidade e detalhes sobre a logística e protocolos adotados pela missão brasileira. A correspondente do Canal Olímpico no Japão, Anna Olívia Wermelinger, ainda trouxe um panorama de como andam os preparativos para o megaevento diretamente de Tóquio.
Nas redes sociais, a contagem começou ainda no dia 13, numa brincadeira com o fuso horário do Japão. Os fãs do Time Brasil também puderam mudar os seus avatares com o filtro do Ginga, o mascote do Time Brasil, no Instagram.
200 vagas
Ao longo de sua caminhada olímpica, iniciada nos Jogos da Antuérpia, em 1920, o Brasil conquistou 129 medalhas em Jogos Olímpicos. Foram 30 de ouro, 36 de prata, 63 de bronze. O país ainda soma 37 medalhas em Jogos Olímpicos da Juventude: 11 de ouro, 15 de prata e 11 de bronze.
Até agora, o Brasil tem garantidas 200 vagas, em 23 modalidades, para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, que foram adiados para 2021 em função da pandemia. Entre essas 200 vagas, 43 já têm nome e sobrenome definidos. As demais dependem de convocações ou confirmações das confederações esportivas.
Dos 43 confirmados, 39 (90,6%) são integrantes do Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. São 31 da categoria Pódio, a principal do programa, com repasses mensais de R$ 5 mil a R$ 15 mil, além de cinco da categoria Olímpica e três da Internacional.
No ciclo que se iniciou com o fim dos Jogos Rio 2016, o investimento do Governo Federal nesses 39 bolsistas supera os R$ 16 milhões. Quando se leva em conta as 23 modalidades contempladas com vagas, o aporte federal no mesmo período é de mais de R$ 164 milhões.

Fonte: Comitê Olímpico do Brasil e Secretaria Especial do Esporte

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