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Os pais e familiares da vereadora Marielle Franco, a viúva de Marielle, vereadora Mônica Benício (Psol), e representantes do Instituto Marielle Franco, da Justiça Global, da Terra de Direitos e da Anistia Internacional Brasil estiveram na manhã desta quarta-feira (14) em frente ao Ministério Público do Rio de Janeiro, no centro da cidade, para questionar as interferências nas investigação das mortes da vereadora e do motorista Anderson Gomes.

Leia mais: Governador do Rio não garante desfecho do caso Marielle

No ato, também foi criado o Comitê Justiça por Marielle e Anderson, que visa atuar coletivamente por meio de ações de mobilização e incidência nacional e internacional, na busca por justiça, intensificação e unificação dos esforços de pressão e acompanhamento por parte da sociedade civil e familiares das vítimas.

A escolha do lançamento coincide com a data de 3 anos e 4 meses da execução de Marielle e Anderson, ocorrida em 14 de março de 2018, na zona norte da capital. O ato foi intitulado “Interferência Não!” e exige que não haja intervenções externas nas investigações.

No último sábado (10), as promotoras do Ministério Público que acompanhavam o caso desde o início pediram afastamento da força-tarefa de investigação. O motivo da saída teria sido o incômodo das promotoras com possíveis interferências externas no caso. Dias antes, o delegado da Polícia Civil que acompanha as investigações foi substituído pela quarta vez.

As entidades de direitos humanos e familiares de Marielle e Anderson enviaram ofícios ao governo do estado e ao procurador-geral do estado do Rio, Luciano Mattos, pedindo maior participação dos familiares sobre os próximos passos envolvendo a ação penal movida contra os executores e as investigações dos mandantes, audiências públicas com o governador Cláudio Castro (PSC) e o procurador, além de esclarecimentos sobre as denúncias de interferências externas na investigação veiculadas na imprensa. 

Solução?

Na última terça-feira (13), durante entrevista coletiva para anunciar a antecipação da segunda dose da Astrazeneca no estado, o governador Cláudio Castro foi questionado sobre o caso. Ele declarou que cobra solução sobre quem mandou matar Marielle e Anderson, mas que não garantia um desfecho da investigação.

“Não tive acesso a processo nenhum. Não tenho como dizer se a resposta vai ser dada, se a questão vai ser respondida como a família quer, como a imprensa quer, como o partido quer. Pelo simples fato de que não faço parte do processo, não sou polo do processo, ele corre em segredo de Justiça, e seria um crime se eu falasse isso”, disse.

Edição: Eduardo Miranda


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