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O ano de 2020 exigiu dos brasileiros uma dependência maior do que nunca em plataformas digitais para dar continuidade ao trabalho, vida social e contato com a família. Não é nenhuma surpresa, portanto, que o volume de smartphones ativos no país continua a crescer e os mensageiros instantâneos continuam assumindo papel fundamental em nossa sociedade. Dentre eles, o WhatsApp se tornou o aplicativo padrão para telecomunicações no Brasil.

Mas embora a internet móvel e outras tecnologias tenham permitido maior estabilidade e eficiência durante a pandemia, especialistas em segurança digital alertam sobre os riscos que corremos quando confiamos nossas informações pessoais ao mundo eletrônico. Em 2020 e no começo de 2021, especialistas dos laboratórios da Kaspersky detectaram um aumento de mais de 350% no número de ataques virtuais no país, e entre eles, o golpe da clonagem de conta no WhatsApp continua a ser um dos mais danosos.

Aprender a evitar o golpe é essencial, assim como alertar a família e amigos sobre o ataque. A clonagem de WhatsApp pode comprometer informações confidenciais de pessoas ou empresas, causar danos financeiros para a família ou amigos, e permitir o acesso a outras contas e logins do usuário. Veja como o golpe funciona e como eliminar de vez o risco de se tornar uma vítima. 

Evitando a clonagem

A clonagem de WhatsApp tem como objetivo acessar a conta de outro usuário em um aparelho não autorizado, e então, ler as mensagens privadas ou criar novas conversas com amigos e parentes simulando uma emergência e solicitando dinheiro. Para evitar a clonagem, precisamos de algumas medidas preventivas na conta.

O WhatsApp Web é o recurso que permite espelhar o aplicativo do WhatsApp através de um computador, sendo muito usado em escritórios para agilizar a digitação. O problema é que o computador pode ser vulnerável a diversos tipos de malware. Por isso, a solução é usar um navegador atualizado e uma extensão VPN que irá criptografar a comunicação com o aplicativo, evitando interceptação dos dados ou invasões externas. 

Outro vetor perigoso que permite a clonagem de WhatsApp é a duplicação de cartões de operadora, conhecidos como chips SIM. Como o aplicativo associa a conta do usuário ao número de telefone, obter um chip com o número da vítima é o suficiente para invadir a conta. Isso pode ser feito enganando ou subornando um funcionário de operadora de telefonia, por exemplo, em uma estratégia conhecida como engenharia social. 

Para evitar essa possibilidade, é preciso ativar a verificação de duas etapas do WhatsApp. Essa medida de segurança cria uma senha de 6 dígitos para sua conta, ou seja, mesmo que alguém tenha seu chip em mãos, não será possível acessar a conta sem a senha. O recurso pode ser acessado abrindo WhatsApp, clicando no menu principal, Configurações, Conta, e então “Confirmação de duas etapas”. Não se esqueça do seu código e jamais compartilhe com ninguém, nem mesmo a equipe de suporte do WhatsApp pedirá seu código. 

Como descobrir se o WhatsApp foi clonado

Embora infelizmente não exista mecanismo nas versões atuais do aplicativo para verificar com toda a certeza se a conta está sendo acessada em outro dispositivo, alguns indícios podem ajudar a descobrir se você já se tornou vítima do golpe. Fique atento quando: 

  • Mensagens aparecerem com o indicador de “Lidas” mesmo que você não as tenha aberto.
  • Conversas novas com mensagens que você não enviou aparecem em seu WhatsApp.
  • Você deixou de receber notificações sobre mensagens em conversas que iniciou há algum tempo. 
  • Amigos e familiares compartilharam, sem motivo aparente, chaves Pix ou dados bancários. 
  • Conversas e mensagens deletadas aparecem em seu WhatsApp.

Além disso, outras medidas importantes de segurança digital para smartphones continuam valendo para este e outros ataques. É fundamental manter o aparelho atualizado para a última versão do iOS ou Android, assim como manter o aplicativo atualizado na loja Google Play ou App Store. 

Versões modificadas do WhatsApp, como o WhatsApp Gold, não são seguras e não conferem a mesma proteção que o aplicativo oficial, também é importante não realizar técnicas conhecidas como root no Android ou jailbreak no iPhone, que deixam o aparelho vulnerável. Por fim, usuários do Android podem ativar o antivírus Play Protect disponível na loja Google Play para escanear o aparelho em busca de malware. 
Com tudo isso em mente, as chances de se tornar uma vítima do golpe da clonagem caem significativamente, mas é importante continuar acompanhando notícias para estar um passo à frente de novos ataques e métodos de invasão. Os aparelhos celulares concentram nossas fotos pessoais, contatos, e-mails, conversas, e outros dados importantes que podem ser valiosos para meliantes. Confira também a funcionalidade de mensagens temporárias do WhatsApp.

Redação do Diário Carioca

Equipe de jornalistas e colaboradores do jornal Diário Carioca. Profissionais de comunicação que trazem as informações mais importantes do Brasil e do Mundo

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