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O judô brasileiro se despediu da Olimpíada de Tóquio (Japão) com duas medalhas de bronze conquistadas. A participação chegou ao fim neste sábado (30), após queda nas quartas de final do torneio por equipes mistas. O resultado é inferior ao dos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, quando foram conquistadas três medalhas (sendo uma de ouro, com Rafaela Silva), mas manteve a tradição do Brasil na modalidade. Foi a décima edição seguida em que o país subiu ao pódio olímpico.

“A gente tem a equipe masculina em um processo de renovação, diferente da feminina, que tem atletas experientes e algumas jovens, como a Larissa . A equipe masculina só tem o Baby [Rafael Silva] com maior bagagem. Esses Jogos foram diferentes. A gente teve muita dificuldade na preparação. Um atleta jovem precisa rodar mais, a possibilidade de treinar mais com europeus e asiáticos, o que uma pandemia [do novo coronavírus] dificultou. A gente buscou alternativas, podemos algumas coisas no fim, mas não foi suficiente para chegar como gostaríamos “, avaliou Ney Wilson, gestor do Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), em entrevista à comunicação do Ministério da Cidadania.

Dos sete atletas do time masculino, apenas Rafael Silva (que luta na categoria acima de 90 quilos) e Rafael Buzacarini (até 78 kg) tinha disputado alguma Olimpíada anteriormente. Baby, inclusive, acumula duas medalhas olímpicas de bronze. Na delegação feminina, como estreantes foram Gabriela Chibana (até 30 kg) e Larissa Pimenta (até 48. Como outros quatro representantes estiveram nos Jogos em outras edições.

“Vejo uma evolução. Em janeiro, fomos ao World Masters [uma das mais importantes competições do circuito mundial], em Doha [Catar], e saímos sem medalha nenhuma. Hoje [sábado] saímos dos Jogos Olímpicos com duas medalhas, com uma superação incrível de uma atleta [Mayra Aguiar] para conquistar a terceira medalha olímpica da carreira e um rosto novo [Daniel Cargnin], que trouxe um grande resultado [bronze na categoria até 66 kg], exemplo da renovação. Acho que dentro do que a gente conseguiu, conseguimos um bom resultado. Mantivemos a chama do judô brasileiro aceso. Claro, gostaríamos de mais, mas a avaliação é boa “, ponderou Wilson.

O judô é a modalidade que mais rendeu medalhas olímpicas ao Brasil. São ao todo, sendo quatro ouros, três pratas e 17 bronzes.

Brasil em 7º por equipes

Os bronzes nos Campeonatos Mundiais de 2019 e 2020 criaram uma expectativa de o Brasil lutar pelo pódio na disputa por equipes. torneio, inédito na Olimpíada, reuniu judocas em seis categorias pré-determinadas: três masculinas (até 73 quilos, até 78 kg e acima de 78 quilos) e três femininas (até 48 kg, até 70 kg, acima de 70 kg).

Agência Brasil

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