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Os últimos momentos da vitoriosa carreira de Julio Cesar não poderiam ser em outro clube que não fosse o Flamengo. Perto do último jogo como profissional, o goleiro falou sobre os últimos três meses que viveu no clube do coração, exaltou a conivência com os atletas mais jovens e espera ter deixado um legado importante dentro do futebol.

“A relação com eles está sendo a melhor possível. Eu passei por isso na minha carreira. Olhava para Zé Carlos, Neneca, Adriano com uma sensação de admiração, querendo um dia ser igual. Isso que é bacana no futebol e espero ter conseguido deixar um legado. Quando o livro fechar e eu olhar toda história que construí no futebol, o que mais quero é ter deixado algo de positivo. Saio na rua e algumas pessoas falam que colocaram o nome do filho de Julio Cesar por causa de mim, isso não tem preço. Espero fechar esse livro deixando algum ensinamento no futebol e na vida”, comentou o goleiro.
O camisa 12 admitiu a ansiedade para realizar o seu último jogo como atleta profissional, mas garantiu ter tomado a melhor decisão.
“A ficha já caiu, mas estou bastante consciente da minha escolha. Posso afirmar que ansioso eu estou, com certeza, porém a ideia é muito fixa e madura. Estou bem preparado para o jogo”.
Mesmo sendo seu último jogo como profissional, Julio Cesar ressaltou a importância de fazer um bom jogo contra o América-MG, pela segunda rodada do Brasileirão. O goleiro também elogiou a Nação Rubro-Negra.
“A situação de jogar essa partida não tem nada a ver com uma homenagem para mim. Tem a ver com o que mostro nos treinamentos. O Flamengo não seria irresponsável de botar um jogador sem condições em campo. Estou bem preparado e tive a oportunidade contra o Atlético-GO, onde joguei por 45 minutos e fui bem. Será um jogo importante, é pela segunda rodada do Brasileiro e se for campeão, ou ter colocado a minha pedrinha. O jogo coincide com um período importante da minha carreira, mas o Flamengo é maior que o Julio Cesar. O torcedor vai para apoiar o Flamengo e não só o Julio Cesar. O jogo se torna especial, mas sei da minha responsabilidade. Quero agradecer o torcedor que está comprando ingressos, me sinto honrado e lisonjeado. Espero que o Maraca esteja lotado para prestigiar o Flamengo e não o Julio Cesar. Precisamos da torcida do nosso lado e com eles somos muito mais fortes”, afirmou Julio.
A última partida de Julio Cesar como profissional será no próximo sábado (21), no Maracanã, contra o América-MG. A Nação pode comprar ingressos para esse jogo clicando aqui.

 

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Confira outros trechos da entrevista de Julio Cesar 
Libertadores
“O Flamengo tem muita coisa para melhorar? Tem. Foi um jogo difícil? Foi. O grupo do Flamengo na Libertadores é difícil. Jogar em um Maracanã vazio também complica, a gente sabe o que significa a torcida do Flamengo, é um 12º jogador. Não é desculpa, mas não vi o Flamengo fazer um péssimo jogo. Teve momentos bons e momentos ruins. Se ganhasse o jogo poderia acabar mascarando as partes ruins. Tive a oportunidade de conversar com eles e disse que todos têm que se apoiar, olhar para o companheiro em campo. Infelizmente a bola não entrou. Por esses três meses que passei aqui com esse grupo, posso falar que com certeza o Flamengo vai se classificar na Libertadores. Ainda tem três jogos”.
Avaliação sobre a segunda passagem pelo clube
“Desde quando vim para o Flamengo, com o time sem estar precisando de goleiros, sabia que minha participação seria mais fora de campo do que dentro. Durante esses três meses eu pude ajudar com a minha experiência. Tive bons e maus momentos na carreira. Foi uma participação bacana e saio pela porta da frente sabendo que dei o meu melhor. Você se sentir uma pessoa querida e amiga, é o que mais vale. Ver o Vinicius, Paquetá, Jean Lucas, Klebinho e Lincoln pedindo para eu ficar mais tempo foi incrível. Vale mais que título”.
Lado bom e lado ruim da aposentadoria
“O lado ruim é você acordar no outro dia, olha para o teto e dizer: “acabou”. Não vai mais ter aquele clima de vestiário, com jogadores. Vai ser um situação complicada desligar de uma hora para outra. A parte boa é ter mais tempo para a família e para os filhos”.

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