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Cena do filme Livrai-nos do Mal
Cena do filme Livrai-nos do Mal

Este ano, parece que Hollywood tentou investir no gênero “terror”, mas, novamente, não consegue um resultado memorável com “Livrai-nos do Mal”.

O policial Ralph Sarchie (Eric Bana) tem uma intuição especial, que sempre o leva a combater casos extremos e perigosos. Em uma mesma semana ele se depara com um bebê jogado no lixo e uma mãe que atira seu filho na jaula dos leões em um zoológico. Intrigado pelos acontecimentos, ele começa a investigar as pessoas responsáveis, suspeitando que alguma força sobrenatural esteja por trás das histórias. Com a ajuda de um padre especializado em demonologia (Edgar Ramírez), Sarchie descobre uma verdade assustadora, muito além do seu mundo cético e racional.

Cena do filme Livrai-nos do Mal
Cena do filme Livrai-nos do Mal

Todos os trailers divulgados antes prenunciava um filme repleto de sustos. Nada disso. É mais um filme de investigação paranormal, na linha “Arquivo-X” e “Sobrenatural”, do que um filme terror com suspense, susto e sangue, como sugeria a divulgação.

O espectador é convidado a decifrar um enigma junto com o protagonista. Nada contra a ideia, mas não é a proposta. O policial Sarch é destemido é destemido, tem esposa e filha (típico de filmes de terror), mas ele é tão perfeito durante o filme que o público não teme algum mal para ele. A escolha de Eric Bana para o papel ajuda nisso. Aquela cara de nada (respeito quem gosta) nunca me convence. Acho um ator superestimado e só comprova aqui.

Cena do filme Livrai-nos do Mal
Cena do filme Livrai-nos do Mal

O diretor Scott Derrickson (que a melhor coisa que fez foi o interessante “O Exorcismo de Emily Rose”) resolve colocar algumas coisas clichês dos filmes de terror que parecem fora de lugar. Juro que curto o básico do estilo: portas fechando sozinhas, ruídos no assoalho, a clássica caixinha de música que sai uma cabeça de palhaço pulando… E isso tudo está lá, mas é gratuito. Não combina com policiais invadindo casas e brigando corpo a corpo com homens possuídos. Ou faz uma coisa ou outra. Os dois, não!

Se quiser ver um filme de detetives em busca decifrar enigmas, pode ser que goste, mas se quer ver um filme de terror que vá fazer tampar o rosto, soltar gritinhos, arrepiar os cabelos, ter pesadelos, não aposte em “Livrai-nos do Mal”.

Até a próxima!

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