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O Brasil tinha 1,8 milhão de crianças em situação exploratória de trabalho infantil até 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Destes, 65% são meninos negros abaixo de 14 anos, afirmou hoje (11) o secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Maurício Cunha, em entrevista ao programa A Voz do Brasil .

Mauricio Cunha informou que o Brasil é signatário de todas as grandes convenções e tratadas sobre o trabalho infantil que vigoram na Organização das Nações Unidas e na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo explica Cunha, o trabalho no Brasil é regulamentado a partir de 14 anos. Porem, crianças acima de 14 anos podem exercer atividades como aprendizes, mas com restrições.

“Historicamente, o trabalho infantil vem diminuindo no mundo todo. No Brasil, a gente tem fortalecido o sistema de garantia de direitos para que essa diminuição seja permanente. Um dado interessante é que, contrariamente a todas as opções, no Brasil, os números do trabalho infantil caíram em 2020 ”, explicou.

O secretário lembra, ainda, que há uma diferença entre trabalho doméstico e afazeres domésticos – o primeiro é preparado por atividades fora do domicílio e sem contato com membros da família, onde uma criança é submetida a uma situação de exploração. “Neste cenário, muda um pouco. Mais de 90% são meninas ”, informou Mauricio Cunha.

O dia 12 de junho marca o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil – dados criados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar o mundo sobre a exploração de crianças e adolescentes.

Assista na íntegra na TV Brasil

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