O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, criticou neste domingo (1°) a “normalização e rendição” a Israel, ao reiterar que a única abordagem aceitável contra a ocupação é a “resistência”. Durante a abertura da Conferência Internacional para União Islâmica em Teerã, Raisi insistiu que “normalizar relações com o regime sionista é um ato retrógrado a qualquer governo no mundo islâmico”, segundo reportagem da a agência de notícias IRNA. “Adotar a opção da resistência ao confrontar o inimigo se mostra bem-sucedido e elimina as opções de concessão e rendição, ao forçar a ocupação ao recuo e à derrota”, destacou Raisi. “A perspectiva em voga é firmeza e resistência, não normalização e rendição”. O Irã, arqui-inimigo regional de Israel, critica abertamente os acordos de normalização firmados em 2020 por Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Marrocos. Washington mantém discussões intensas tanto com a Arábia Saudita quanto Israel a fim de normalizar relações entre ambos. Mohammed Bin Salman, príncipe herdeiro e governante saudita, confirmou que o reino está “prestes” a concluir um acordo com Tel Aviv. Em setembro, Raisi afirmou que a normalização das relações entre Arábia Saudita e Israel seria uma “facada nas costas” do povo palestino. Em abril, Irã e Arábia Saudita concluíram um acordo mediado pela China para restaurar relações, após sete anos de interrupção e confrontos por procuração. LEIA: Pacto de defesa entre EUA e Arábia Saudita inclui acordo com Israel e deixa de lado exigências palestinas
Presidente do Irã condena normalização como ‘rendição’ a Israel
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.
