Cães de Guerra

Estado Genocida de Israel bombardeia o Catar

Explosões em Doha aumentam tensão no Oriente Médio; governo catari denuncia ataque como “violação flagrante” do direito internacional

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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Foto: Reprodução Redes Sociais

O Exército de Israel confirmou nesta terça-feira (9) que realizou um ataque aéreo contra Doha, capital do Catar, em cooperação com a agência de segurança interna Shin Bet, com o objetivo de assassinar líderes do Hamas.

Segundo a emissora Al Jazeera e a agência Reuters, os dirigentes do grupo palestino que estavam no local sobreviveram. Vídeos divulgados em redes sociais mostram explosões e colunas de fumaça no centro da cidade.

Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou:

“A ação de hoje contra os principais líderes terroristas do Hamas foi uma operação israelense totalmente independente. Israel iniciou, Israel conduziu e Israel assume total responsabilidade.”

A nota buscou afastar especulações de participação dos Estados Unidos, aliado histórico de Tel Aviv. O alvo teria sido Khalil Al-Hayya, principal negociador do Hamas, acusado de coordenar atividades da organização fora da Faixa de Gaza.


Repercussão em Israel e no Catar

O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, elogiou a ofensiva, afirmando que “terroristas não têm e não terão imunidade contra o longo braço de Israel em nenhum lugar do mundo”.

Já o governo do Catar classificou o bombardeio como um “ataque criminoso”. Em nota, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al-Ansari, afirmou que a explosão atingiu prédios residenciais em Doha que abrigavam integrantes do gabinete político do Hamas.

“Este ataque constitui uma flagrante violação de todas as leis e normas internacionais e uma grave ameaça à segurança dos catarianos e residentes do Catar”, disse.

Al-Ansari acrescentou que o país “não tolerará este comportamento irresponsável de Israel”, denunciando a ação como uma afronta à soberania nacional.


Contexto diplomático

A ofensiva ocorreu poucas horas depois de o chanceler israelense Gideon Saar anunciar que Tel Aviv aceitou uma proposta de cessar-fogo em Gaza apresentada pelos Estados Unidos.

O ataque também veio na esteira de declarações do chefe do Exército israelense, Eyal Zamir, que havia prometido perseguir líderes do Hamas vivendo no exterior.

A Al Jazeera informou que, no momento do ataque, os dirigentes do grupo discutiam a proposta de trégua apresentada pelo presidente norte-americano Donald Trump. Fontes do Hamas confirmaram que todos os presentes sobreviveram.


Catar como mediador

Altos dirigentes do Hamas vivem exilados em Doha há anos. O Catar tem atuado como um dos principais mediadores em negociações entre Israel e o grupo palestino, função que agora pode ser profundamente afetada pela escalada militar.

Especialistas avaliam que o ataque israelense pode comprometer futuras negociações de paz e agravar a instabilidade no Golfo Pérsico, ampliando o risco de confronto regional.

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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.