A Casa Branca confirmou nesta segunda-feira (29) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, telefonou ao primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani, para expressar “profundo pesar” pelo ataque israelense ocorrido em Doha neste mês. A ofensiva matou um militar catariano e gerou forte repercussão internacional.
Segundo comunicado divulgado pelo governo americano, Netanyahu reconheceu que Israel “violou a soberania do Catar” e garantiu que não realizará esse tipo de operação novamente no futuro.
Impacto diplomático
O telefonema foi realizado durante o encontro de Netanyahu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. A iniciativa é considerada um passo relevante para os esforços americanos de intermediar uma resolução para a guerra em Gaza.
O Catar desempenha papel central como mediador nas negociações com o Hamas, o que torna o episódio ainda mais delicado no campo diplomático. Ao receber as desculpas, o premiê catariano afirmou que seu país segue disposto a contribuir “significativamente para a segurança e estabilidade regionais”.
Garantias e compromissos
De acordo com a Casa Branca, Netanyahu também expressou compromisso em fortalecer a cooperação com Doha. As duas partes concordaram em estabelecer um mecanismo de diálogo para “aprimorar a coordenação, resolver queixas mútuas e prevenir ameaças”.
Para Washington, a declaração representa uma tentativa de reduzir a tensão entre aliados estratégicos em meio à instabilidade crescente no Oriente Médio.
Contexto político
O ataque em Doha somou-se às críticas contra a condução da guerra por Netanyahu, acusado de prolongar o conflito em Gaza e de isolar Israel em parte da comunidade internacional. O gesto de desculpas surge como movimento tático para conter danos diplomáticos e assegurar o papel do Catar como interlocutor essencial nas negociações.

