A Flotilha Global Sumud divulgou nesta quinta-feira (2) o vídeo do corajoso confronto verbal entre o ativista brasileiro Thiago Ávila e militares israelenses, momentos antes de ele e outros 443 ativistas serem sequestrados pelo exército sionista.
A bordo de uma das embarcações, Ávila desafiou as forças de Israel, que tentavam impedir a missão humanitária de entregar suprimentos essenciais em Gaza.
O Desafio e a Acusação de Genocídio
Ao se aproximarem do cerco naval, os israelenses enviaram uma mensagem de advertência ao barco liderado por Thiago Ávila, instruindo-o a deixar o curso e alertando sobre uma “zona de guerra ativa”.
O brasileiro, em resposta, não recuou e lançou uma acusação direta e progressista contra a política israelense:
“Avisamos que somos uma missão humanitária não violenta, de solidariedade, para romper o cerco ilegal imposto por Israel 18 anos atrás contra o povo palestino em Gaza e para criar um corredor humanitário.”
“Repito, vocês estão cometendo genocídio e limpeza étnica há 80 anos contra o povo palestino. Isso é absolutamente contra o direito internacional […]. Vocês não têm permissão para nos impedir. Por conseguinte, não seguiremos o seu pedido porque ele é uma tentativa de perpetuar o genocídio do povo palestino.”
Ávila ainda destacou que a frota carregava apenas itens vitais, como “filtros de água, muletas e fórmula [para alimentação] infantil para as pessoas que vocês estão matando de fome”.
Agressão Ativa e a Ilegalidade da Detenção
Após o desafio verbal, a organização relatou que os participantes foram atacados com canhões de água, pulverizados com líquido de esgoto e tiveram suas comunicações cortadas, antes de serem levados ao navio militar MSC Johannesburg.
A Flotilha Global Sumud classificou a ação como um sequestro ilegal, reiterando que interceptar embarcações humanitárias em águas internacionais é um crime de guerra. A situação se agrava pela detenção ilegal e a negação de acesso a advogados, que, segundo a organização Adalah, representam os voluntários.
O total de ativistas sequestrados é de 443, incluindo a sueca Greta Thunberg. A delegação brasileira é composta por 11 pessoas, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e Nicolás Calabrese, que tem cidadania italiana e é residente no Brasil.
| Brasileiros e Residentes Detidos na Flotilha Global Sumud | |
| Ariadne Catarina Cardoso Teles | Lucas Farias Gusmão |
| Magno De Carvalho Costa | Mohamad Sami El Kadri |
| Luizianne De Oliveira Lins | Lisiane Proença Severo |
| Gabrielle Da Silva Tolotti | Thiago de Ávila e Silva Oliveira |
| Bruno Sperb Rocha | Nicolás Calabrese (Argentina/Itália, residente) |
| Mariana Conti Takahashi |
A coragem de Thiago Ávila e dos demais ativistas sublinha a urgência do movimento global contra o bloqueio e a crise humanitária em Gaza, reforçando a voz progressista que condena as violações do direito internacional.

