Aliança progressista impede aliado de Trump e Milei na OEA

5 de março de 2025
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Lula e o presidente recém-empossado do Uruguai, Yamandu Orsi (esq), os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do Chile, Gabriel Boric. Imagem: Alex Ibanez
Lula e o presidente recém-empossado do Uruguai, Yamandu Orsi (esq), os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do Chile, Gabriel Boric. Imagem: Alex Ibanez

Brasília – O Brasil e aliados progressistas da América Latina se uniram para evitar que um candidato alinhado a Donald Trump e Javier Milei assumisse o comando da Organização dos Estados Americanos (OEA). A estratégia diplomática garantiu apoio ao chanceler Albert Ramdin, do Suriname, tornando sua candidatura favorita para a eleição de 10 de março.

O governo brasileiro coordenou uma aliança com Chile, Colômbia, Uruguai e Bolívia, consolidando o apoio a Ramdin. A movimentação atraiu também votos do México, Canadá e Equador. Com o respaldo de países do Caribe, que já estavam ao seu lado, ele se tornou o candidato com maior número de apoios.

Candidato aliado a Trump e Milei desiste da disputa

O chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, que buscava o apoio da Casa Branca, retirou sua candidatura. Ele contava com suporte da Argentina e El Salvador, mas mesmo com uma possível adesão dos Estados Unidos, não teria votos suficientes para vencer.

Em 2024, Trump recebeu Ramírez Lezcano em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida. O encontro tratou de políticas para Cuba, Nicarguá e Venezuela, mas também visava impulsionar a candidatura do paraguaio. Além disso, o chanceler teve reuniões com Elon Musk, figura influente na estratégia externa de Trump.

O Paraguai se alinhou a Washington em temas como críticas à China, apoio a Taiwan e imigração irregular. A postura agradou a Marco Rubio, um dos principais articuladores da diplomacia republicana, conhecido por sua oposição a regimes autoritários na América Latina.

Paraguai critica manobra diplomática

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, criticou indiretamente a estratégia brasileira. Ele afirmou que países aliados mudaram de posição e deixaram de apoiar o Paraguai. Peña declarou que seu governo não abriria mão de princípios em troca de votos na OEA.

Apesar da resistência de parte da América Latina, os Estados Unidos veem a OEA como um instrumento estratégico. Washington financia 60% do orçamento da organização e busca garantir que esses recursos fortaleçam seus interesses na região.

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