Bruxelas – Bélgica – O governo dos Estados Unidos declarou interesse em firmar uma “parceria” com a Gronelândia, caso o território decida pela independência da Dinamarca. O objetivo é evitar que a China amplie sua presença na região com incentivos financeiros.
O secretário de Estado norte-americano afirmou nesta sexta-feira (5) que cabe à população local decidir seu futuro político. Enquanto isso, os EUA se preparam para estreitar relações e conter o avanço chinês.
Washington sugere parceria com Gronelândia
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que os gronelandeses precisam decidir se desejam se separar da Dinamarca.
“A decisão é da Gronelândia. Eles têm discutido isso há muito tempo”, afirmou o diplomata. Segundo ele, os EUA não incentivaram essa escolha, mas respeitarão a autodeterminação local.
EUA agem para evitar avanço da China
Rubio explicou que a iniciativa tem caráter estratégico. Os EUA não querem ver a China oferecendo grandes quantias de dinheiro para ganhar influência sobre a ilha.
Portanto, o país busca antecipar um possível movimento de Pequim e sinaliza apoio político à Gronelândia.
“Podemos criar uma parceria, se eles decidirem pela independência”, afirmou o secretário.
Vice-presidente americano visitou base sem aval
Na semana anterior, o vice-presidente JD Vance viajou até uma instalação militar dos EUA no território gronelandês.
Contudo, a visita aconteceu sem a autorização da Dinamarca, o que gerou protestos de autoridades locais e do governo dinamarquês.
Presença militar americana é antiga
Os Estados Unidos mantêm uma base militar no norte da Gronelândia desde 1951. O acordo de defesa foi assinado com Copenhague após a Segunda Guerra.
Em resposta às movimentações recentes, o governo dinamarquês anunciou um investimento de 2 bilhões de euros em segurança no território ártico.
Trump ainda defende a compra da ilha
O ex-presidente Donald Trump voltou a defender publicamente a compra da Gronelândia, alegando razões “defensivas e ofensivas”.
Além disso, Trump também pediu que os EUA retomem o controle do Canal do Panamá.
A proposta sobre a Gronelândia já foi rejeitada por líderes europeus, que lembraram que a ilha integra o território soberano da Dinamarca.
Entenda: os EUA e a disputa por influência na Gronelândia
- Os EUA querem evitar que a China ganhe influência na Gronelândia
- A região é autônoma, mas ainda integra o Reino da Dinamarca
- A Gronelândia debate a possibilidade de independência há anos
- Washington acena com uma parceria estratégica caso a separação ocorra
- O vice-presidente JD Vance visitou uma base sem autorização da Dinamarca
- O governo dinamarquês reagiu com investimento em segurança local
- Donald Trump voltou a defender a ideia de comprar a ilha