Ohio – A comunidade de Lincoln Heights se organizou para defender suas ruas após a chegada de um grupo neonazista na região. Moradores se armaram e passaram a patrulhar a cidade depois que um caminhão com pessoas mascaradas e armadas apareceu exibindo bandeiras com suásticas e entoando insultos racistas.
O episódio ocorreu no início de fevereiro e gerou revolta na população, predominantemente negra. A ausência de uma resposta eficaz das autoridades levou os habitantes a organizarem um programa de vigilância própria, com patrulhas armadas nas vias de acesso à cidade.
US Americans in the city of Lincoln Heights in Ohio, created a well regulated militia to protect their community from the emerging threat of MAGA Nazis and white supremacists currently emboldened by the Trump regime and oligarch Musk. #3E (🎥 @deepestsouth ) pic.twitter.com/B7RrETTolP
— Anonymous (@YourAnonCentral) February 10, 2025
Moradores reforçam segurança por conta própria
Diante da falta de ação do poder público, os cidadãos de Lincoln Heights passaram a abordar e interrogar quem entra na cidade. Muitos utilizam coletes à prova de balas e máscaras para se proteger.
A tensão aumentou ainda mais no último domingo (23), quando um grupo distribuiu panfletos racistas da Ku Klux Klan na região. A iniciativa da patrulha comunitária foi coordenada por Daronce Daniels, que afirmou: “Um indivíduo americano protegendo sua terra natal com uma arma de fogo — pensei que essa era a coisa mais americana que poderíamos fazer”.
Autoridades tentam resposta
A xerife do Condado de Hamilton, Charmaine McGuffey, classificou os neonazistas como “covardes” e prometeu reforçar as patrulhas e investigações. Contudo, a polícia declarou que os manifestantes estavam exercendo sua liberdade de expressão garantida por lei, embora tenham sido orientados a deixar a área para evitar conflitos.
Entretanto, os moradores consideram a ação das autoridades insuficiente. Dominic Brewton Jr., residente da cidade, afirmou: “Quando vimos que a polícia não estava nos ajudando, todos os homens fisicamente aptos do bairro, com ou sem arma, ficaram de guarda e continuam de guarda desde então”.