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2 dezembro, 2021

Metade das mulheres foram vítimas ou testemunhas de violência na pandemia

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Diário Carioca Google News

Nações Unidas, 24 nov (EFE).- Um relatório das Nações Unidas revelou hoje que a violência contra as mulheres se intensificou em todo o mundo desde o início da pandemia, com 45% delas relatando terem sofrido ou testemunhado violência de gênero.

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O estudo foi realizado pela Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (UN Women), que vem coletando dados em 13 países desde janeiro de 2020.

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Ainda segundo o levantamento, quatro em cada dez mulheres dizem agora que se sentem mais inseguras em espaços públicos, e 25% dizem que o conflito em suas casas se tornou mais frequente. Também destaca que seis em cada dez dizem que o assédio sexual em público também se agravou.

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O estudo “Medindo a pandemia na sombra: violência contra as mulheres durante a covid-19” detalha que as pessoas mais afetadas por este aumento da violência são jovens ou de meia-idade, já que quase metade delas tem entre 18 e 49 anos de idade, e que 52% delas estão desempregadas. Além disso, 50% das mulheres agora se sentem inseguras quando caminham sozinhas à noite, e uma em cada cinco durante o dia.

O relatório não se limita apenas à violência física e revela que sete em cada dez mulheres dizem que tanto o abuso físico quanto verbal por parte dos parceiros se tornou mais comum desde o começo da crise sanitária provocada pelo coronavírus.

A agência da ONU explicou que a pesquisa foi realizada em países do mundo inteiro selecionados por sua diversidade regional, sendo dada prioridade às mulheres de lares de baixa e média renda.

No total, foram coletados dados de mais de 16 mil mulheres acima de 18 anos, pelo menos 1,2 mil de cada país, incluindo Colômbia, Paraguai, Albânia, Tailândia, Ucrânia, Marrocos, Nigéria e Quênia.

Destas, o Quênia é o país com a maior porcentagem de mulheres que sofreram ou testemunharam violência de gênero desde o início da pandemia, com 80%, seguido por Marrocos (69%), Jordânia (49%) e Nigéria (48%). EFE

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