Nancy Pelosi em Taiwan pode piorar relação entre EUA e China

Redacao
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A  passagem de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, à Taiwan  aumentou a tensão entre o país americano e a China.
A  passagem de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, à Taiwan  aumentou a tensão entre o país americano e a China.

A visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan, na terça-feira (28), foi acompanhada de perto pela comunidade internacional, visto a possível escalada de tensões na já conturbada relação entre Washington e Pequim.

Para o professor de Relações Internacionais da ESPM de Porto Alegre, RS, Roberto Uebel, a preocupação da comunidade internacional em torno da viagem de Pelosi à Taiwan não seria para menos, dado os avisos de represálias por parte da China, caso a viagem se concretizasse.

“No campo político e econômico, é provável que a China venha adotar algum tipo de sanção ou bloqueio econômico aos Estados Unidos como resposta”, diz o professor. No entanto, em sua avaliação, no atual cenário de interdependência entre os dois países, o grau dessas sanções precisará ser avaliado.

No âmbito doméstico, conforme o especialista ressalta, a visita de Polesi representa uma tentativa “personalista” em deixar a sua marca, neste que promete ser o último ano do seu mandato, e da sua liderança à frente do partido Democrata na Câmara.

“O partido Democrata tem pela frente as eleições de meio de mandato ou eleições intercalares, como é conhecida nos Estados Unidos, que no atual momento indicam a provável vitória do Partido Republicano, tanto na câmara como no senado”, analisa.

Para Uebel, essa é uma viagem de despedida e que tem como objetivo fortalecer, embora o cenário seja estranho, a imagem do governo de Biden. “Ou seja, há uma tentativa de recuperar os índices de aprovação de Biden no cenário doméstico”.

A aprovação do governo do democrata está abaixo de 50%, o que para o professor é resultado do baixo desempenho econômico do país e também do retorno da guerra da Ucrânia que não tem sido positivo, tanto para economia, como para a política norte-americana

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