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Entender a mente de quem mata com extrema frieza é o desafio dos especialistas criminais que o Câmera Record reuniu no programa deste domingo, 27/09. O psiquiatra forense Antônio José Eça, a perita criminal e psicóloga Rosângela Monteiro e o especialista em expressões faciais Vitor Santos analisaram o comportamento de três assassinos em série, que concederam grandes entrevistas ao jornalismo da Record TV.

O homem que ganhou o apelido de Pedrinho Matador é apontado como o responsável por dezenas de mortes e chama a atenção pela tranquilidade ao descrever os crimes que cometeu. “Ele criou uma ética própria. Ele gosta de passar uma imagem de justiceiro”, diz a perita Rosângela. O programa também investiga uma das passagens mais surpreendentes da vida de Pedrinho: ele afirma que matou o próprio pai com mais de vinte facadas dentro da cadeia e teria chegado a arrancar o coração dele.

Se Pedrinho Matador encarava os crimes que cometia como uma questão de justiça, para Tiago Henrique Gomes da Rocha, a sensação era diferente. Sobre o primeiro dos 39 assassinatos que ele confessou, Tiago afirmou que “não deu para segurar, foi irresistível”. Muitas vítimas eram mulheres. Ele procurava sempre as morenas, que lembravam o perfil de sua mãe. “Essa história de falar: ‘ah, eu estava procurando vingança da mãe’, isso é justificativa para a personalidade alterada. Mas, dentro da lógica dele, ele vê uma maneira certa de agir”, explica o psiquiatra forense Antônio Eça.

O alvo principal de Leandro Basílio Rodrigues também eram as mulheres. Em entrevista concedida ao jornalista Domingos Meirelles, o homem que ficou conhecido como Maníaco de Guarulhos repete diversas vezes a palavra “traição” e fala sobre o desprezo às “mulheres promíscuas”. Para o especialista facial Vitor Santos, ele tentou omitir a verdade em diversos momentos da conversa. “A engolida em seco que ele dá, ou ficar massageando os lábios, ficar apertando… É muito comum na manipulação emocional. Quando eu quero tentar me controlar. Não quero tentar deixar transparecer a minha emoção ou eu quero conter um riso”, explica.

Segundo Rosângela, o desenvolvimento de grandes trabalhos investigativos com profissionais de áreas diferentes nem sempre é comum no Brasil. Na opinião dela, a produção do programa trouxe uma oportunidade única. “Se antes eu pudesse ter trabalhado com pessoas assim, ao longo desses 40 anos… Pra mim, foi ótimo”, disse.

No podcast do programa, a psiquiatra forense Kátia Mecler, autora do livro “Psicopatas do Cotidiano”, fala mais sobre o que a ciência já sabe a respeito da mente dos assassinos em série.

Câmera Record, apresentado por Sérgio Aguiar, vai ao ar neste domingo (27/09), às 23h30.

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