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A Campanha Nacional Fora Bolsonaro, organizada por entidades que fazem parte das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, se junta ao 27º Grito dos Excluídos e das Excluídas, nesta terça-feira (7), para protestar contra a inflação, o desemprego, o governo Bolsonaro e defender a soberania nacional. A organização convoca os manifestantes para os atos em todo Brasil com orientações sanitárias e alertas de segurança.

A recomendação é que os manifestantes usem máscaras PFF2, álcool em gel e tentem manter distanciamento social entre os presentes. Haverá também uma equipe intitulada brigada sanitária, oferecendo os itens como máscaras e álcool durante as manifestações.

::Confira a agenda: 131 atos contra Bolsonaro estão marcados para o dia 7 de setembro::

Além das estratégias para evitar o contágio da covid, a organização também alerta para os cuidados com a segurança. A orientação geral é evitar cair em provocações, como explica a militante do Psol e integrante da Frente Povo sem Medo, Juliana Donato. 

“A primeira orientação que a gente tá dando é essa: não caiamos em provocações, não queremos conflito. A segunda coisa é cuidado no deslocamento para os atos. Ir, na medida do possível, trajando roupas neutras e deixar para usar as camisas, bandeiras, bonés das organizações no local do ato. E sempre se deslocar em grupo”. 

O nosso espírito é: vamos às ruas em paz. Nós não queremos conflitos. Eles que querem o conflito. Eles que são a turma do fuzil, da bala, e nós não somos

“Turma do fuzil”

A preocupação com a segurança dos manifestantes surgiu após a extrema-direita e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) agendarem uma mobilização de rua para o mesmo dia, o que gerou uma preocupação com uma escalada autoritária do presidente.

Em Pernambuco, neste sábado (4), Bolsonaro voltou a fazer declarações antidemocráticas. Em  nova “motosseata”, no agreste do estado, o presidente afirmou que alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) precisariam “ser enquadrados” para respeitar a constituição e disse que estaria disposto a “dar a vida pela pátria”. Afirmou, também, que, caso este “enquadramento” não ocorra, “a tendência é acontecer uma ruptura”. O presidente ainda apontou que as manifestações, convocadas por seus apoiadores, colocariam os ministros “no seu devido lugar.”

::Interação de policiais com conteúdos bolsonaristas dispara às vésperas do 7 de setembro::




Juliana Donato, militante do PSOL e da Frente Povo sem Medo, destacou a simbologia da união entre o Fora Bolsonaro com o Grito dos Excluídos e Excluídas, em entrevista ao programa Central do Brasil / Reprodução/Central do Brasil

Até o momento, mais de 130 cidades já confirmaram a realização do ato contra o presidente Jair Bolsonaro. O Grito dos Excluídos e Excluídas é uma mobilização histórica, que une setores da Igreja Católica, partidos, sindicatos e movimentos populares, em um ato sempre no dia da Independência do Brasil. A proposta do movimento é vocalizar uma visão popular e democrática para o país. O tema da edição deste ano é “Vida em primeiro lugar — na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!” 

::Pelo 27º ano consecutivo, Grito dos Excluídos vai às ruas de Brasília no 7 de setembro::

Este ano, o ato incorpora a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, quem ocupando as ruas do país denunciando o descaso do governo no combate à pandemia. A pauta central da mobilização tem sido mais celeridade na campanha de vacinação, auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 e o impeachment do presidente. Esta será a quinta mobilização desde maio. 

“Tradicionalmente, o sete de setembro já é uma data em que os movimentos sociais vão para as ruas para denunciar esta falsa independência. O diferencial desta mobilização é que a gente agrega toda a pauta da mobilização do Fora Bolsonaro com as pautas que o Grito dos Excluídos já traz, que tem tudo a ver ,porque todas elas estão conectadas com a necessidade de derrotar esse governo”, explicou Juliana Donato. 

“O nosso espírito é: vamos às ruas em paz. Nós não queremos conflitos. Eles que querem o conflito. Eles que são a turma do fuzil, da bala, e nós não somos”, completou a militante, em entrevista ao programa Central do Brasil. 


 

Edição: Lucas Weber


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