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A partir desta terça-feira (9), o litro da gasolina e do diesel nas refinarias estará mais caro. A Petrobras anunciou o aumento de 8,8% para a garolina e de 5,5% para o diesel, o que significa que o litro de cada substância subirá R$ 0,23 e R$ 0,15, respectivamente.

A média de preço por litro será de R$2,84 para gasolina, reajustada pela sexta vez somente este ano, e de R$2,86 para o diesel, que enfrenta o quinto aumento. Os reajustes representam uma alta no ano de 54% no preço da gasolina e de 41,6% no diesel. 

Mais uma vez, a Petrobras justificou a alta em nome do alinhamento dos preços ao mercado internacional.

“É fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras”, disse, em nota à imprensa.

Ainda que a estatal tenha alegado que a política de preços tenha influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais, direto na bomba de gasolina, o tema é assunto delicado para o governo federal e para a categoria dos caminhoneiros.

Em 19 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a demissão de Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, por meio de um post no Twitter. 

A decisão se deu em resposta ao anúncio do quarto aumento no preço dos combustíveis e ameças de greve por parte dos caminhoneiros, mas a troca ainda não foi efetivada. 

O substituto escolhido por Bolsonaro foi Joaquim Silva e Luna, ex diretor-geral da Itaipu Binacional e ex-ministro da Defesa no governo Temer (MDB). 

Leia também: Petroleiros pedem fim de paridade internacional de preços, que causa alta da gasolina

Nesta segunda-feira (08), o governo federal preparou uma nova lista com a indicação de seis pessoas para integrar o Conselho de Administração da Petrobras. Os indicados deverão ser apresentados à Assembleia Geral Extraordinária da estatal.

Entre nomes que já integram o conselho, como Eduardo Bacellar Leal Ferreira e Ruy Flaks Schneider, o governo endossou a indicação de Silva e Luna para a presidência. Um militar não ocupava o posto da estatal desde 1998.

De acordo com informações da Agência Brasil, o Ministério de Minas e Energia indicou ainda dois ex-funcionários: o engenheiro civil Márcio Andrade Weber e o geólogo Murilo Marroquim de Souza.

A pasta de Economia, por sua vez, indicou a administradora Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, que integrou o Conselho entre 2018 e 2020 e foi eleita por acionistas detentores de ações preferenciais.


 

*Com informações do Valor Econômico 

Edição: Leandro Melito


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