Justiça Social

Lula zera conta de luz para 60 milhões de brasileiros

Nova medida provisória do governo amplia gratuidade da energia para inscritos no CadÚnico e corrige distorções históricas no setor elétrico

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de reunião no Palácio do Planalto com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/PR.

Brasília – Em mais uma canetada contra as desigualdades estruturais do país, Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (21) uma medida provisória que zera a conta de luz de milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

A decisão, anunciada durante reunião no Palácio do Planalto com ministros e parlamentares aliados, garante gratuidade para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico que consomem até 80 kWh por mês. A estimativa é que o benefício chegue a 60 milhões de pessoas — número que nenhum governo ultraliberal ousou sequer considerar.


Governo amplia justiça energética com foco nos mais pobres

A medida é simples, direta e necessária: quem consome até 80 kWh por mês, dentro das faixas de renda do CadÚnico, não paga nada. Quem passar desse consumo, paga só o que exceder — sem truques, sem tarifa escondida.

Entre os beneficiados, estão indígenas, quilombolas, beneficiários do BPC e famílias com renda de até meio salário mínimo per capita. São 4,5 milhões de famílias que terão a fatura zerada, além de outras milhões que pagarão menos.

Além disso, a MP isenta da cobrança da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) quem consome até 120 kWh e ganha entre meio e um salário mínimo per capita. Mais 21 milhões de famílias entram nesse grupo — uma política pública que olha para o povo, não para os acionistas.


Quem paga a conta? Os de sempre

Sim, o custo da medida existe: R$ 850 milhões ao ano. Mas diferente da lógica bolsonarista de “quem pode mais chora menos”, o governo Lula optou por repartir o bolo com mais justiça. O valor será compensado com um aumento médio de 0,9% na conta dos demais consumidores do mercado regulado, com expectativa de revisão de subsídios e compensações futuras.

Em outras palavras: quem sempre levou vantagem agora ajuda a bancar o básico para quem precisa.


Energia elétrica mais democrática a partir de 2027

Outro avanço importante: a partir de 2027, pequenos consumidores também poderão escolher seus fornecedores de energia elétrica, algo que hoje só grandes empresas podem fazer. A abertura será gradual, iniciando com comércios e indústrias de menor porte, e depois se estendendo ao restante da população.

É o fim da reserva de mercado travestida de “liberdade econômica”, que sempre funcionou para meia dúzia de tubarões do setor.


Fim das mamatas no setor elétrico

A MP também fecha brechas que permitiam a grandes empresas obter descontos indevidos, participando de geradoras apenas no papel. O governo quer regras claras para o rateio de encargos e a cobrança justa dos subsídios.

Além disso, consumidores livres — como bancos, mineradoras e agroindústrias — passam a contribuir com os custos das usinas nucleares de Angra e da geração distribuída, que hoje pesam nas costas do povão.


Congresso foi, mas sem alarde

A reunião de apresentação da MP contou com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além de ministros e aliados. A presença dos parlamentares, embora fora da agenda oficial, foi articulada por Gleisi Hoffmann e reforça o esforço do governo em manter a base afinada para aprovar a MP no Congresso.

Enquanto isso, o campo bolsonarista segue ocupado em espalhar fake news sobre hidrelétricas fantasmas e “comunismo energético”.

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JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.