Denunciado

MP apresenta denúncia de rachadinha contra Hugo Motta ao TCU

Representação aponta uso irregular de procurações, funcionários fantasmas e possível desvio de recursos públicos

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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Hugo Motta - Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Brasília — segunda-feira, 18 de agosto de 2025 — O subprocurador-geral Lucas Furtado apresentou nesta segunda-feira uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que a Corte analise movimentações financeiras no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A denúncia envolve indícios de rachadinha, funcionários fantasmas e acumulação indevida de cargos públicos.

Segundo o pedido, caso as irregularidades sejam confirmadas, “devem ser punidos os envolvidos com possíveis atos de improbidade administrativa e desvio de dinheiro”. A ação acontece após reportagem do Metrópoles revelar que a chefe de gabinete de Hugo Motta, Ivanadja Velloso Meira Lima, possui procurações com poderes amplos para movimentar salários e recursos de dez (ex-)servidores.


Procuradora com histórico suspeito

Ivanadja Velloso responde a ação de improbidade administrativa relacionada a suposto esquema de rachadinha no gabinete do deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB), aliado político de Hugo Motta. Desde 2011, ela teria autorizado a movimentação de mais de R$ 4,1 milhões de salários de pessoas ligadas ao gabinete.

Entre os dez que concederam procurações, dois ainda ocupam cargos como secretários parlamentares do deputado: Ary Gustavo Xavier Guedes Soares e Jane Costa Gorgônio, reforçando questionamentos sobre a lisura das operações financeiras.


Fundamentos legais

Na representação ao TCU, Furtado aponta “possível violação aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência”. O uso de procurações para movimentação de salários sem transparência e com indícios de desvio de finalidade compromete a integridade da gestão pública.

O subprocurador alerta que tais ações “podem configurar atos de improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429/1992”, incluindo enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação dos princípios da administração pública. Ele recomenda que o TCU sugira à Câmara a melhoria de mecanismos de controle para prevenir irregularidades futuras.


Nova frente de investigação

Além do TCU, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi acionado por Deltan Dallagnol, ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato. Em notícia-crime enviada em 15 de agosto, Dallagnol solicitou investigação sobre supostas ilegalidades envolvendo Hugo Motta e sua chefe de gabinete, incluindo pedidos de documentos como fichas funcionais, espelhos de ponto e procurações registradas em cartório.

Segundo Dallagnol, “quando verbas remuneratórias são pagas sem a correspondente contraprestação … há desvio da destinação legal da verba (salário)”, configurando potencial crime de desvio.

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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.