Grande Avanço

Senado aprova isenção de IR para salários de até R$ 5 mil

Projeto eleva taxação sobre altas rendas e cria programa de renegociação de dívidas

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL) – Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (24), em decisão terminativa, o Projeto de Lei 1.952/2019, que isenta do Imposto de Renda pessoas físicas com salários de até R$ 5 mil mensais.

A medida ainda amplia a progressividade da tabela ao elevar a tributação para contribuintes de maior renda e cria um programa de regularização de dívidas voltado a famílias de baixa renda.

O texto, relatado por Renan Calheiros (MDB-AL), segue agora para análise da Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para votação no Plenário. O senador defendeu que a proposta corrige uma distorção histórica e traz equilíbrio fiscal. “Buscamos unir justiça social, progressividade, segurança jurídica e responsabilidade fiscal”, afirmou.

Novas regras

Pelo projeto, ficam isentos contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês, o equivalente a R$ 60 mil ao ano. Para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá redução proporcional do imposto devido. O limite da dedução simplificada também será ampliado, de R$ 16,7 mil para R$ 17,6 mil anuais.

A proposta cria ainda o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), com alíquota de 10% sobre lucros acima de R$ 50 mil mensais. Já os rendimentos entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão por ano terão alíquota progressiva de zero a 10%. Também está prevista tributação de lucros remetidos ao exterior, com retenção de 10% na fonte, exceto para empresas do Simples Nacional.

Programa de renegociação

O texto institui o Programa de Regularização Tributária para Pessoas Físicas de Baixa Renda (Pert-Baixa Renda), que permitirá parcelamento de dívidas de quem ganha até R$ 7.350 mensais. Para rendas de até R$ 5 mil, o benefício será integral; acima desse valor, parcial. Débitos em discussão administrativa ou judicial poderão ser incluídos no programa, cuja adesão será aberta 90 dias após a sanção.

Compensação e impacto

Para evitar perda de arrecadação de estados e municípios, foi incluída emenda que garante repasses da União até 2035, em percentuais decrescentes. Senadores destacaram que a medida pode beneficiar milhões de brasileiros, sobretudo trabalhadores de baixa e média renda, ao mesmo tempo em que aumenta a cobrança sobre altas rendas.


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JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.